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Diário de Sorocaba

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<< Laudo médico comprova abuso sexual e suspeito tem prisão temporária prorrogada

Publicada em 27/05/2013 às 22:16
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PROVAS DO CRIME

O homem de 43 anos preso sob suspeita de ter molestado várias crianças, com média de 6 anos de idade, numa creche informal do bairro do Éden, teve a prisão temporária prorrogada por mais 30 dias. O anúncio foi feito ontem pela delegada Ana Luíza Salomone, da Delegacia de Defesa da Mulher (DDM). Edilson Bispo de Almeida, chamado pela crianças como “Vô” ou “Bico”, está na cadeia de Pilar do Sul desde o dia 24 de abril passado e, no que depender da polícia, terá a prisão preventiva decretada até a próxima semana.

De acordo com a delegada, as provas contra Edilson existem não só pela quantidade de crianças que afirmam ter sido molestadas por ele, mas também pelo laudo do Instituto Médico Legal (IML) apontando que uma das vítimas tinha realmente os sinais do crime. Duas meninas, de 4 e 6 anos, passaram por exame de corpo delito e o resultado foi entregue à delegada na última quarta-feira. “Pelo exame, o legista afirma que a menina de 4 anos teve lesões provenientes de atos libidinosos, atos causados por manipulação genital”, revelou Ana Luíza.

Já a outra menina, de 6 anos, que também contou ter sido abusada por Edilson, não teve o crime confirmado por meio de exame, pois já havia se passado alguns dias do suposto estupro até o momento da denúncia feita pelos pais dela. Mesmo assim, o depoimento da criança está apontado no inquérito, que a delegada pretende encerrar até a próxima segunda-feira e enviar para o juiz solicitando a prisão preventiva do suspeito. A mulher dele, de 38 anos, também pode ser indiciada.

Das dez crianças inicialmente vistas como possíveis vítimas de Edilson, quatro foram confirmadas como vítimas. Além dessas duas meninas, um menino de 5 anos contou ter sido apalpado pelo homem durante o tempo que passou na creche informal. Também a mãe de uma menina de 3 anos procurou a delegada para relatar situações passadas que podem ser oriundas do abuso sofrido pela filha.

Segundo Ana Luíza, essa mãe deixou sua filha na creche, aos cuidados de Edilson e da mulher dele, há alguns anos. Na época, a criança tinha apenas três meses e por lá permaneceu até 1 ano e 11 meses. A mãe relatou ainda que percebia sangue na fralda da filha, mas pensava ser devido ao mal cuidado que a criança recebia no local. A mãe também oficializou sua denúncia, que incrementa o inquérito contra o homem.

O caso veio à tona no dia 21 de abril, quando foi registrada a primeira denúncia contra a creche informal. No dia 23, a delegada fez contato com a mãe, que descreveu o motivo da denúncia. Ela teria achado estranho o fato de a filha estar com demasiada quantidade de pomada para assaduras no corpo; ao lavar a criança ela teria reclamado de dor. Conforme a delegada, a mulher de Edilson pode ser indiciada por omitir a ação do companheiro, pois ela “sabia” o que se passava na casa. “Ela simulava telefonemas para os pais das crianças dizendo que já tinha brigado com o ‘Bico’ e que já estava tudo certo. Isso para que as crianças não comentassem nada com os pais quando fossem embora para casa.” 

Entre as crianças que negaram ter sido vítimas de Edilson está um menino de 7 anos, que vive em processo de adoção com o casal. No entanto a delegada acredita que o desenrolar do caso poderá afetar esse processo e até impedir que o menino seja adotado pela família. “A criança demonstra muito amor pelos dois, por isso acredito que ele não seja uma das vítimas. Porém, eu sinto muito, mas também entendo o judiciário se impedir essa adoção.” Edilson e a mulher vivem juntos há 20 anos e são bastante conhecidos no bairro do Éden, onde juntos cuidavam das crianças, há cerca de 10 anos.

Ainda durante esta semana a delegada pretende ouvir novamente a mulher de Edilson. A partir daí, Ana Luíza pegará o resultado dos exames psicológicos das crianças vitimadas pelo suspeito, irá incluir no inquérito e proceder com o indiciamento do casal suspeito. “Se o juiz acatar, ela também será indiciada, além de a prisão preventiva dele ser liberada.”


Deputado pede 24 horas de atendimento em DP no Éden 

O delegado Júlio Gustavo Vieira Guebert recebeu, na tarde de ontem, o deputado estadual Carlos Cezar (PSB), no Departamento de Polícia Judiciária do Interior (Deinter-7). Na ocasião, o deputado solicitou ao diretor a ampliação para 24 horas no horário de funcionamento do 6° Distrito Policial (DP).

Além disso, o político pediu o aumento no efetivo de funcionários no local. O 6° DP funciona das 8 às 18 horas, na rua José de Oliveira Cassu, no bairro do Éden e conta hoje com três escrivães, seis investigadores e um delegado da Polícia Civil.

O pedido do parlamentar deu-se depois que moradores e comerciantes dos bairros industriais do Éden e Cajuru do Sul, que participam das reuniões do Conselho de Segurança (Conseg) da zona industrial, solicitaram a extensão no horário de atendimento. Já o pedido de aumento do efetivo também vai ao encontro da solicitação de ampliação do horário de atendimento do 6° DP, visto que seriam necessários mais policiais para o revezamento.

De acordo com informações obtidas no encontro, muitas pessoas deixam de fazer boletim de ocorrência durante a noite por causa da distância de mais de 20 km para a delegacia responsável pelos bairros industriais. 


Campanha ‘Conte até 10’ pode reduzir mortes por intolerância no Estado

A campanha “Conte até 10. Paz. Essa é a atitude”, criada pelo Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), foi lançada oficialmente no Estado de São Paulo. No evento, realizado na manhã de ontem, no auditório Queiroz Filho do MP, no Centro de São Paulo, a tolerância e a paciência foram os temas principais.

A campanha tem o objetivo de conscientizar a sociedade de que muitos homicídios são cometidos por impulso, em momentos de nervosismo e raiva, seja no trânsito, em bares ou mesmo dentro de casa. Segundo o secretário de Segurança Pública, Fernando Grella Vieira, cerca de um terço dos casos registrados no Estado são por motivos fúteis, que poderiam ser evitados se a pessoa se acalmasse antes de agir.

“A empatia, capacidade de o ser humano se colocar no lugar do próximo, no sentido de entender suas carências e, dentro dessa perspectiva, evitar prejulgamentos e até reações violentas, é uma das características mais destacadas em um sistema de valores como o nosso”, disse o secretário durante seu pronunciamento.

O encontro contou também com a participação do secretário adjunto da Secretaria da Segurança, Antônio Carlos da Ponte, do delegado-geral da Polícia Civil, Luiz Maurício Souza Blazeck, da superintendente da Polícia Técnico-Científica, Normal Sueli Bonaccorso, e do procurador-geral do Ministério Público de São Paulo, Márcio Elias Rosa, assim como de diversas autoridades civis e militares.

A coordenadora da campanha e membro do CNMP, Taís Shilling Ferraz, também estava presente. “Essa é uma campanha voltada para pessoas que não são criminosas, mas cometem um ato em um momento impensado”, disse.

O governo do Estado investiu no apoio à campanha. Além da Capital e da Grande São Paulo, algumas regiões do interior, como Campinas, Baixada Santista e Vale do Paraíba, terão anúncios de referência ao “Conte até 10” em jornais e rádios. Escolas estaduais e estações de trem e metrô receberão cartazes da campanha.

“Faço votos de que o espírito da campanha contamine as pessoas, no sentido positivo do termo. O ensino da tolerância e da paciência, no campo das relações interpessoais, é fundamental para que construamos uma cultura de paz em São Paulo e no País”, disse Grella.

A campanha é do Conselho Nacional do Ministério Público em parceria com a Estratégia Nacional de Justiça e Segurança Pública (Enasp), integrada pelo CNMP, Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e o Ministério da Justiça, apoiada pelo governo de São Paulo. Mais informações sobre a campanha, incluindo os cartazes e depoimentos, podem ser acessadas pelo site http://www.conteate10.cnmp.gov.br/.


PLANTÃO

DROGAS E CARRO ROUBADO – O manobrista Jailson Pedro de Oliveira, 39 anos, foi preso no início da tarde de ontem, no bairro do Éden. A PM recebeu denúncia contra ele e foi averiguar, na chácara localizada na rua Flor do Carvalho, onde encontraram 63 pinos de cocaína e uma porção a granel de maconha. Na garagem da casa havia um VW Gol, roubado em janeiro passado. Sobre a droga ele disse que era para consumo próprio, mas acabou autuado por tráfico e por receptação.

CAI EM RIBANCEIRA – Na tarde de domingo, o garçom Ângelo Márcio Soares Nascimento, 32 anos, dirigia um VW Parati pela estrada que liga Sorocaba a Iperó, quando perdeu o controle da direção e caiu numa ribanceira parando na beira do córrego Itanguá. Horas depois de ficar desmaiado, o rapaz acordou, ontem pela manhã, e conseguiu rastejar até a beira da pista, onde pediu ajuda e foi socorrido pelo Samu-192 ao Hospital Regional, onde permaneceu internado e fora de risco de morte. Conforme a PM, Ângelo não possui carteira de habilitação e o veículo estava com a documentação atrasada. 

TRÁFICO PERTO DE ESCOLA – O servente de pedreiro Willian Mariano de Matos Correa, 20 anos, foi detido por uma equipe da Guarda Civil Municipal (GCM), na rua Manoel Peres, Parque das Laranjeiras, pouco depois das 2 horas de ontem. O rapaz estava perto da Escola Estadual “Prof. Antônio Cordeiro”, quando foi abordado e revistado. Com ele havia 60 porções de maconha e R$ 82 em dinheiro. 

DENÚNCIA ACABA EM PRISÃO – Após várias passagens pela Fundação Casa, por tráfico de drogas, Lucas Leme da Silva, 19 anos, foi preso por uma equipe do 2º Pelotão de Força Tática da PM. A prisão ocorreu durante averiguação de denúncia num condomínio da rua Severo Pereira, no Wanel Ville. Em buscas pelo apartamento de Lucas, os PMs encontraram, dentro do guarda-roupa, 29 pinos de crack e 22 porções de maconha. O jovem foi levado à delegacia do plantão sul, onde acabou autuado em flagrante por tráfico de drogas. Posteriormente, seria recolhido ao Centro de Detenção Provisória (CDP).

VIOLÊNCIA DOMÉSTCA – Uma equipe de PMs de Votorantim atendeu, na tarde de domingo, no Jardim São Mateus, a uma ocorrência de violência doméstica. A vítima relatou que seu companheiro, Valdir Ramos, tinha agredido-a com tapas no rosto e quebrado vários objetos dentro da casa. Conforme os PMs, na abordagem,  Valdir estava alterado e com sinais de efeito de drogas. Na delegacia local, ele recebeu oportunidade de fiança em R$ 5 mil e por não pagar ficou detido, à disposição da Justiça.

 
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