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Diário de Sorocaba

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<< Mudanças no atendimento em plantões começam no dia 3

Publicada em 26/05/2013 às 00:36
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AGILIDADE E QUALIDADE

Uma forma de atendimento ao público pioneira na região de Sorocaba está sendo inserida nos plantões policiais da cidade. Novos atendentes nos balcões e também nos terminais onde irão funcionar o sistema da Delegacia Eletrônica, deixado disponível pela Secretaria de Segurança Pública (SSP) do Estado de São Paulo. Esse benefício será revelado ao público a partir do próximo dia 3.

Na tarde de sexta-feira (24), funcionários de uma empresa terceirizada fizeram o reconhecimento do ambiente de delegacia, no plantão sul. Guiados pelo delegado assistente da Seccional de Sorocaba, João Francisco Ferreira Dias, os novos atendentes ao público acompanharam o registro de alguns boletins de ocorrência e analisaram quais poderiam ser feitos nos terminais e quais seriam mesmo registrados pelos escrivães. Esse trabalho feito pelos funcionários terceirizados é a triagem.

“Esses funcionários irão recepcionar e acolher as pessoas que chegarem ao plantão policial. No balcão, eles irão analisar se o caso pode ser registrado no terminal ou se necessita ser relatado ao escrivão”, informou o delegado. “Se for para o terminal, inicia-se aí o segundo passo do novo atendimento, onde a pessoa não perderá tempo aguardando para registrar sua ocorrência.” Conforme o delegado João Francisco, a estimativa é de que a redução de tempo de espera por parte dos munícipes seja de 30% a 40%. 

ATENDIMENTO ELETRÔNICO – Estagiários do curso de Direito, já graduados, serão os responsáveis pelo atendimento no terminal com o sistema de registro de boletim eletrônico. Eles foram selecionados pela Fundação do Desenvolvimento Administrativo (Fundap) de São Paulo e são moradores de Sorocaba, assim como os funcionários terceirizados.

Segundo João Francisco, o que conta na hora de registrar o boletim de ocorrência é a forma correta de redigir o acontecimento, por isso a necessidade de os atendentes no terminal serem pessoas com conhecimento na área. “Mexer no terminal é até fácil, pois o sistema é o mesmo encontrado na internet. O que vale nessa hora é a forma de redigir o histórico, o que resulta na qualidade de atendimento.”

Ainda de acordo com o delegado, o atendimento no terminal será feito pelos estagiários das 8 às 20 horas e o dos funcionários terceirizados será de 24 horas, com revezamento no atendimento. “Se não houver problemas com o envio dos estagiários, nossa meta é iniciar esse novo atendimento no próximo dia 3”, garantiu o delegado.


Delegados participam de curso ministrado por agentes do FBI

Um curso de aprimoramento das técnicas policiais foi ministrado no Brasil por três agentes americanos do FBI, entre os dias 13 e 17 passados. Dele participaram alguns policiais civis e militares do Estado de São Paulo, selecionados pela Academia de Polícia (Acadepol). De Sorocaba, dois foram os contemplados com o ensinamento exclusivo, os delegados José Humberto Urban Filho, titular da Delegacia de Investigações Gerais (DIG), e também Alexandre Cassola, da Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes (Dise). Os agentes Charles Shields, Gregory Houska, Clifford Swindell, com o auxílio de tradutores, ministraram o curso.

De acordo com Urban, a convocação feita pelos americanos chegou em março, informando sobre o conteúdo do curso “Técnicas Básicas de Investigação Criminal”. Participaram do encontro 20 policiais civis do Estado e quatro PMs. Todos eles ficaram reunidos com os agentes americanos nos quatro dias de curso das 8 às 18 horas trocando experiências e aprimorando o trabalho através de informações passadas entre esses dois grupos.

O curso foi dividido em cinco módulos, onde o foco eram as técnicas utilizadas pelos americanos que podem servir de complemento para o trabalho brasileiro, conforme a legislação permita. Para Urban, mesmo que as leis brasileiras restrinjam algumas ações utilizadas pelos americanos, o conhecimento é o que vale e já ajuda na investigação de um crime. “Podemos, paulatinamente, incrementar essas técnicas no Brasil”, afirmou.

OS MÓDULOS DO CURSO – Para os americanos, ressaltou Urban, o Local do Crime - primeiro módulo do curso - é o ponto mais valioso para a solução de um crime. Um dos americanos que ministrou o curso, Shields, atuou e ainda atua nas investigações do atentado ocorrido durante a maratona da cidade de Boston, no Estado de Massachusetts, no último mês. Na ocasião, três pessoas morreram e pelo menos 130 ficaram feridos com a explosão de duas bombas.

Em sua palestra, Shields mencionou o esgoto da cidade como possível rota utilizada pelos autores do atentado, então foi um dos locais mais verificados pelos investigadores. “O local do crime é a rainha das provas. Os policiais passam horas e até dias debruçados sobre ele.”

Outro tópico importante que os policiais brasileiros aprenderam foi o das Técnicas de Interrogação. Quando os agentes do FBI vão interrogar um suspeito, agem de forma a confundir o depoente. Segundo Urban, eles interrogam em dupla e, quando um sai da sala, o outro entra para, assim, tentar colher possíveis versões diferentes do suspeito. No entanto, para os americanos, a versão apresentada pelo investigador é o que vale. “O valor das palavras do policial americano é muito válida.”

Também o Crime Organizado - Gangues foi tratado pelos agentes do FBI durante o curso. Enquanto no Brasil as facções criminosas são apontadas como crime organizado, os americanos elevam o título para as máfias estrangeiras e colocam as facções brasileiras no grupo de gangue prisional. Outra importante ferramenta utilizada pelos agentes é a escuta telefônica, também muito utilizada no Brasil quando a Justiça assim o permite.

Conforme Urban, esse tipo de investigação foi sendo mais valorizado depois do atentado de 11 de setembro, pois até então as escutas ficavam em segundo plano. “Um marco na valorização das escutas foi o episódio das torres gêmeas. Em casos de terrorismo, a escuta telefônica se torna essencial.”

O 4º módulo apresentado no encontro foi o de Tecnologias Postas a Serviço da Investigação Policial. Uma coincidência entre ambos os países, durante as investigações, é o uso de análise de DNA e impressão digital. “Independente da modernidade dos equipamentos usados para essas análises, tanto nós como os americanos damos prioridade a esse tipo de provas.”

O último módulo discutido entre os participantes do curso foi o Combate ao Terrorismo. Com a chegada da vinda do Papa Francisco ao Brasil, em julho próximo, a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016, o quesito segurança tem sido o foco das reuniões das autoridades brasileiras. Porém, pelo conteúdo do curso ministrado pelos agentes do FBI, não são apenas os brasileiros que estão preocupados com a segurança da população durante esses eventos. Urban destacou que os americanos querem ajudar e ser ajudados. “Nós somos uma forma de contato para os americanos. Em caso de graves ocorrências, eles têm a quem recorrer.” 

No decorrer do curso, entre uma e outra palestra dada pelos agentes, cada policial brasileiro ia descrevendo sua última operação e com os americanos discutiam os passos dados durante a investigação. “Esse curso foi muito importante, pois agora nos tornamos agentes multiplicadores. Podemos passar nosso conhecimento aos outros policiais”, disse Urban ao descrever o valor do curso para ele e o delegado Cassola. Todos os participantes receberam um certificado ao final do encontro.


São Paulo tem primeira internação compulsória de usuário de drogas

Um morador de rua de 25 anos foi o primeiro dependente químico internado compulsoriamente em São Paulo desde o início da parceria do governo estadual com o poder Judiciário, acertada em janeiro. A parceria prevê a presença de médicos, juízes e advogados no Centro de Referência de Álcool, Tabaco e outras Drogas (Cratod), no Centro da Capital, com objetivo de facilitar o processo de internação involuntária e compulsória de usuários de drogas, especialmente crack.

Segundo a Secretaria de Estado de Saúde de São Paulo, a internação compulsória do usuário foi determinada pela Justiça após constatar que ele, em função do seu grau de intoxicação e de confusão mental, apresentava risco para si mesmo e para outros. O morador de rua relatou aos médicos não saber o local onde está a família e que usa “crack, álcool, solvente e cocaína diariamente”, diz a nota divulgada pela secretaria.

O jovem, que vivia nas ruas há 15 anos, foi acolhido na região da Nova Luz por voluntários da Missão Belém, grupo católico que presta atendimento a usuários de drogas no Centro de São Paulo. Após a avaliação no Cratod e com a decisão judicial, o dependente foi encaminhado para tratamento no Hospital Lacan, em São Bernardo do Campo, Grande São Paulo.

A internação compulsória pode ser adotada em casos que o dependente perdeu os vínculos com os parentes e está em situação de risco; a involuntária ocorre depois de um pedido da família, mediante decisão da Justiça. Desde janeiro, o Cratod recebeu 28,2 mil ligações, fez 4 mil atendimentos e 906 internações, 830 delas voluntárias.


Mãe de jovem morta pelo marido é presa por ser suspeita no crime

Célia Forti, 46 anos, foi indiciada como cúmplice e coautora do assassinato da própria filha, Jéssica Carline Ananias da Costa, 22 anos, morta com 25 golpes de faca no último dia 9. A mulher foi presa na manhã de sexta-feira pela Polícia Civil de Apucarana (PR), após ter a prisão preventiva decretada a pedido do Ministério Público do Estado. 

De acordo com o delegado-chefe da 17ª Subdivisão Policial (SDP) de Apucarana, Ítalo Sega, a participação da mãe da vítima foi confirmada por depoimentos do autor do crime, Bruno José da Costa, 26 anos. “Ele confirmou que a Célia sabia de tudo. Tanto ela tinha conhecimento do crime que ficou com a filha do casal para que o Bruno ficasse sozinho com a Jéssica na noite do crime.” O assassino também confessou à polícia que mantinha um relacionamento com a sogra há quatro anos.

No primeiro depoimento aos policiais, Costa dissera que um assaltante encapuzado teria abordado o casal, amarrado-o e assassinado Jéssica. A Polícia Civil passou a desconfiar da participação de outras pessoas a partir do momento em que uma das facas utilizadas no crime foi encontrada numa região distante do local onde o carro do casal foi localizado. As investigações apontaram que não haveria tempo hábil para que Costa fosse aos dois locais depois do homicídio.

Além de Célia e Bruno, estão detidos Gelson Sabino da Silva e Bruno César Albino. “Eles tiveram participação direta no crime, levando o carro do casal para que houvesse a caracterização de latrocínio. Também foram responsáveis por dar um fim nas roupas sujas de sangue”, explicou o delegado.


Corpos de brasileiras mortas em queda de balão devem chegar até a próxima semana

Depois de passar os últimos dias na Capadócia, o embaixador do Brasil na Turquia, Antônio Salgado, disse, na sexta-feira passada, que os corpos das três turistas mortas no último dia 20 devem chegar ao território brasileiro em uma semana. Segundo Salgado, a demora se deve à liberação de documentos por parte das autoridades turcas. O embaixador ressaltou ainda que os seis feridos que estão hospitalizados devem ficar no País por mais algum tempo, até terem condições de viajar para o Brasil.

“Foram sete brasileiros feridos, dos quais seis permanecem internados. Conversei com os médicos e os brasileiros estão sendo bem assistidos; mas deverão ficar aqui por algum tempo até terem condições de viajar para o Brasil”, disse Salgado.

O acidente ocorreu há seis dias e envolveu dois balões de ar quente na Capadócia. Um deles se chocou com o cesto do outro balão e caiu quando sobrevoava as formações rochosas na região. As causas do acidente estão sendo apuradas. Morreram no acidente as brasileiras Ellem Kohelman, 76 anos, Maria Luiza Gomes, de 71, e Maria Rosas, de 65. Pelo menos 22 pessoas ficaram feridas no acidente. (Agência Brasil)

 

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