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<< Líder de quadrilha suspeita de roubos a residências é preso A prisão aconteceu um dia depois de o ladrão completar 18 anos

Publicada em 24/05/2013 às 00:18
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MAIORIDADE NA CADEIA

Maxsuel Rodrigues de Siqueira, vulgo “Pequeno”, foi preso pela Polícia Civil na manhã de ontem depois que a Justiça liberou mandado de busca e apreensão solicitado pelos agentes da Delegacia de Investigações Gerais (DIG). O jovem é suspeito de envolvimento em roubos cometidos contra várias casas na cidade, entre elas a de uma família residente da Vila Porcel, que foi surpreendida por cinco indivíduos armados, na tarde do último dia 5.

Naquela ocasião, Maxsuel tinha 17 anos e completou a maioridade na quarta-feira (22). Ele e seus comparsas renderam a filha de um engenheiro de 54 anos, quando ela saía de carro da casa na Vila Porcel. O bando invadiu a residência, rendeu e ameaçou a todos, inclusive uma idosa e uma criança, roubou eletroeletrônicos, dinheiro, um revólver e fugiram em dois automóveis da família. De acordo com as investigações, o jovem é apontado como responsável por essa quadrilha.

Momentos depois do roubo, o engenheiro acionou a Polícia Militar, que conseguiu deter um garoto de 17 anos. A rápida localização foi possível por meio de um rastreador embutido num dos celulares roubados. Por via consulta online, a vítima conseguiu localizar seu telefone no bairro Ana Paula Eleutério. Quando a PM seguiu em diligências pela rua do bairro, avistou um Fiat Siena denunciado pela família e, então, rendeu o menor e recuperou o telefone celular, dois televisores e um revólver de calibre 38, usado no crime, com quatro munições intactas.

A PRISÃO DE MAXSUEL – Como as vítimas reconheceram ainda Maxsuel e outro menor como participantes do roubo, a Polícia Civil continuou em diligências, até que ontem, munidos com o mandado liberado pela Justiça, os investigadores da DIG seguiram para o endereço da dupla, também no residencial Ana Paula Eleutério. Na casa de “Pequeno”, os policiais apreenderam porções de maconha, cinco telefones celulares, munição de calibre 22, relógios e cartas com textos comprometedores. “As cartas mostram que todos eles são ligados a uma facção criminosa, e pelo teor dos textos fica muito claro que eles estão voltados à criminalidade”, enfatizou o delegado titular da DIG, José Humberto Urban Filho.

Já na casa do outro garoto, de 15 anos, não havia nada de ilícito e os agentes foram informados pela própria família de que ele está internado numa clínica de recuperação para dependentes químicos, fora de Sorocaba. Os dois já possuem passagens pela polícia por tráfico de entorpecentes. Ainda de acordo com Urban, cartas trocadas entre essa dupla e o garoto detido no dia do roubo são provas materiais que os ligam ao crime. “Eles fazem revelações nas cartas e comentam sobre situações que viveram em outras ocasiões.”

Maxuel foi encaminhado ao Centro de Detenção Provisória (CDP) e responderá pelos crimes de roubo e tráfico de drogas. Até os 21 anos, ele está sujeito às sanções do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), por isso, mesmo tendo sido autuado como maior, ele poderá responder pelos crimes que cometeu enquanto adolescente. A polícia suspeita ainda de que ele tenha relação com outros roubos a residências em Sorocaba.


 

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