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<< Menores compram roupas com notas falsas e acabam detidos pela polícia

Publicada em 27/04/2013 às 20:41
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Com o dinheiro falso os menores compraram duas camisetas e duas bermudas (Foto: Fernando Rezende)
REAIS ERAM FALSOS

O proprietário de uma loja de roupas localizada no bairro Vila Nova atendeu na última quinta-feira a dois adolescentes que queriam comprar roupas. Aos clientes, ele ofereceu vários modelos e até aconselhou que eles experimentassem as peças, mas os garotos estavam com pressa. Negaram o direito de experimentar as camisetas e bermudas, avaliadas em R$ 158, e também os cupons promocionais que a loja estava ofertando.

Assim que pagaram a compra com duas notas de R$ 100, os adolescentes saíram da loja. Momentos depois o comerciante verificou que as notas eram falsas, mas era tarde demais para encontrar os menores. Ontem pela manhã, porém, os garotos passaram em frente à loja e o comerciante os viu. Pegou o carro e foi atrás deles localizando-os na rua Francisco Bueno de Camargo; um conseguiu fugir, mas o outro foi rendido e entregue à Polícia Militar.

Na delegacia do plantão norte, ele admitiu que tinha ido à loja e comprado as roupas, além de ter recebido troco; mas negou saber que o dinheiro era falso. O comerciante, que inaugurou a loja no dia 8 de março, esteve na delegacia para registrar o boletim de ocorrência e disse que agora ficará mais atento com os dinheiros recebidos para não cair mais em golpes.
 

Polícia pede prisão de suspeito de matar dentista em São Paulo

A Polícia Civil pediu na sexta-feira a prisão preventiva de um dos suspeitos do latrocínio de uma dentista de 46 anos, ocorrido na tarde de quinta-feira, em São Bernardo do Campo, no Grande ABC. Também foram divulgados os retratos-falados de outros dois homens que teriam participado do crime.

O primeiro suspeito foi identificado a partir de imagens da câmera de segurança de um posto de gasolina, onde ele havia sacado R$ 30 da conta bancária da vítima. “Pedimos a prisão preventiva do suspeito, pois já conseguimos provas suficientes”, afirmou o delegado geral da Polícia Civil, o sorocabano Luiz Maurício Souza Blazeck. Junto dele, o diretor do Departamento de Polícia Judiciária da Macro São Paulo (Demacro), Paulo Bicudo, participou da apresentação dos supostos autores do crime.

Por meio de investigações, a polícia conseguiu reunir testemunhas presenciais e traçar as rotas de fuga do local do crime. “Através da mãe do suspeito, conseguimos identificá-lo efetivamente”, disse Roberto Menezes, o delegado que cuida do caso. Segundo ele, a quadrilha se envolveu em outros três crimes também em consultórios odontológicos.

Blazeck ressaltou ainda a importância da divulgação dos retratos-falados dos outros dois suspeitos para que eles sejam encontrados. As informações podem ser enviadas ao Disque-Denúncia, pelo telefone 181. Falta a identificação física do quarto integrante da quadrilha. Para facilitar o processo e aumentar o número de provas, o Instituto de Criminalística (IC) periciou o local e o carro utilizado no crime - um Audi A3 preto. 

INVESTIGAÇÕES – Um adolescente foi a principal testemunha para levar os policiais à identidade do suspeito identificado, que está desempregado, mas trabalhava até pouco tempo em uma empresa de informática.

“As investigações apontam que ele não tinha passagem pela polícia, mas já atuava em crimes quando estava empregado”, afirma Waldomiro Bueno Filho, delegado seccional de São Bernardo do Campo. Conforme relatou, a quadrilha usou de tortura psicológica em todos os crimes que cometeu. “A arma utilizada para ameaçar as vítimas foi a mesma nos três casos”, detalha Bueno.

O CRIME – Por volta das 12h30 de quinta-feira, a dentista atendia a uma paciente em seu consultório, no Jardim Hollywood, em São Bernardo do Campo, quando um homem solicitou um exame de emergência para uma obturação.

Quando ela voltou ao consultório, o rapaz facilitou a entrada dos outros - todos com idade estimada de 25 anos. Quando a dentista retornou à sala de espera, o assalto foi anunciado. Ela foi mantida refém, junto com a paciente (que foi vendada dentro da sala de exames).

Parte do grupo roubou o cartão da profissional e foi ao caixa eletrônico de um posto de gasolina onde sacou R$ 30 – a quantia disponível na conta. Irritados, os assaltantes retornaram ao consultório e atearam fogo na dentista.

A Polícia Militar foi chamada e, no local, encontrou a mulher já morta. Uma testemunha contou que três pessoas entraram em um Audi A3 preto, que fugiu na contramão e em alta velocidade no sentido da avenida Caminho do Mar. O caso é investigado pelo 2º Distrito Policial (Rudge Ramos) do município em trabalho conjunto com a Delegacia Seccional.


Cresce número de estrangeiros solicitando refúgio no Brasil

Nos últimos três anos, o número de estrangeiros que solicitaram refúgio ao governo brasileiro cresceu 254%. Em 2010, foram feitas 566 solicitações à Polícia Federal e, em 2012, esse número saltou para 2.008 pessoas.

Os dados sobre pedidos de refúgio ao Brasil foram apresentados na semana passada pelo presidente do Comitê Nacional para os Refugiados (Conare), Paulo Abrão, e pelo representante da Agência das Nações Unidas para Refugiados (Acnur), Andrés Ramirez.

Até abril de 2013, a população de refugiados no Brasil somava 4.262 de estrangeiros. A grande maioria é de migrantes de Angola e da Colômbia - 1.060 e 738 refugiados, respectivamente.  

Abrão destacou que a projeção para este ano é de que haja 2.580 solicitações de refúgio. Os migrantes vêm especialmente de Angola, da Colômbia, da República Democrática do Congo, do Iraque, da Libéria e da Síria.

O presidente do Conare ressaltou que, com a possibilidade de retorno dos liberianos e angolanos aos seus países - uma vez que, pelas situações internas desses, não se enquadram mais no pedido de refúgio - a população de refugiados poderia cair para 2.996. 

Paulo Abrão disse que a situação dessas pessoas deverá ser analisada caso a caso. Ele acrescentou que a grande maioria dos angolanos e liberianos já reside no Brasil há mais de dez anos. Isso pode permitir que passem de refugiados para residentes.

“Essas pessoas, geralmente, já constituíram família, estão integradas socialmente no Brasil e já têm empregos”, disse Abrão, frisando os motivos pelos quais poderiam ser considerados residentes e terem a situação definitivamente legalizada.

Os pedidos de refúgio no País não são concedidos de imediato, exigindo trâmite de consultas envolvendo instituições parceiras como a Acnur. Em 2012, o Conare recebeu uma média de 167 solicitações por mês. Ainda estão pendentes 1.603, do total de pedidos feitos no ano passado.

O comitê já formalizou uma parceria com o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) para que, em 12 meses, seja feito um estudo sobre as situações social e econômica dos refugiados no País. Segundo Paulo Abrão, a partir do perfil traçado, o Ipea fará sugestões ao Conare para que, com as entidades parceiras como Acnur, Cáritas e Instituto Migrações e Direitos Humanos (IMDH), avaliem.


Sindicatos fazem ato em São Paulo pela queda do número de acidentes de trabalho

Centrais sindicais paulistas fizeram ontem um ato na Capital paulista pelo fim dos acidentes de trabalho. O protesto teve início por volta das 9 horas, em frente à sede da Força Sindical, no bairro Liberdade, e terminou às 12 horas, em frente ao Ministério do Trabalho e Emprego, no centro da cidade. A Polícia Militar estimou em 3 mil o número de participantes.

O ato marcou o Dia em Memória das Vítimas de Acidentes de Trabalho, celebrado mundialmente em 28 de abril. “Reunimos várias categorias, mas a maioria é formada por trabalhadores da construção civil, que, além de estarem em campanha salarial, enfrentam historicamente essa questão dos acidentes”, explicou João Carlos Gonçalves, secretário-geral da Força Sindical.

Também participaram do ato, a Central Única dos Trabalhadores (CUT), União Geral dos Trabalhadores (UGT), Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), Nova Central e Central Geral dos Trabalhadores do Brasil (CGTB).

Para o secretário-geral da Força Sindical, a redução de acidentes passa pela democratização dos ambientes de trabalho, com a formação de comissões internas de Prevenção de Acidentes (Cipa). “Algumas são formadas apenas para constar. É necessário fortalecer esses instrumentos para que o trabalhador se comprometa e diga não às condições insalubres”, avaliou.

Gonçalves esclareceu que o local escolhido para encerrar o ato é simbólico. Para ele, o Ministério do Trabalho deve estar atento às políticas públicas necessárias à diminuição do número de acidentes. Segundo o último levantamento divulgado pelo Ministério da Previdência Social, ocorreram 711 mil acidentes em 2011 no ambiente de trabalho em todo o País. Nesse ano, foram registradas, em média, oito mortes por dia.

 
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