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<< Preço de medicamentos aumenta e consumidores optam por genéricos

Publicada em 05/04/2013 às 21:35
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A dona de casa Josefa Gomes Buzetti já percebeu o aumento dos medicamentos (Foto: Fernando Rezende)
Desde o início do mês, consumidores estão encontrando medicamentos com valores até 6,31% mais caros no mercado, embora o governo federal ainda não tivesse publicado a autorização de reajuste anual dos medicamentos com preços controlados. Porém, na quinta-feira (4), a Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED) publicou no "Diário Oficial" a resolução que detalha o aumento praticado pelos fabricantes desde 30 de março, indicando a composição do Preço Máximo ao Consumidor. Para quem faz uso de remédios continuamente, uma opção para tentar equilibrar o orçamento é optar pelos medicamentos genéricos. 

GENÉRICOS – Segundo uma pesquisa aplicada recentemente pelo Instituto Datafolha a pedido do Instituto de Ciência, Tecnologia e Qualidade (ICTQ), dos 1.611 entrevistados em 12 capitais brasileiras, 68% afirmam comprar medicamentos genéricos e 25% dizem preferir remédios de marca. Em 1999, os genéricos chegaram ao Brasil com a política de aumentar a oferta de medicamentos à população. Assim, com as patentes liberadas, o mercado tornou-se mais competitivo. 

De acordo com a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), 102 laboratórios fabricam atualmente os genéricos, que possuem o mesmo princípio ativo (fármaco), dose, forma farmacêutica, indicação terapêutica e administração do medicamento. Eles derivam dos medicamentos de referência, o que possui a marca patenteada por ter sido inovador no mercado. Segundo a estudante de farmácia Mayara Martin Borges, que trabalha numa drogaria da cidade, a economia pode chegar a 80%. “Tem gente que já chega pedindo o genérico e outros preferem o de referência. Os dois agem da mesma forma e a escolha depende do cliente mesmo, muitas vezes da condição financeira.”

PREÇO - É o caso da dona de casa Josefa Gomes Buzetti, que tenta equilibrar o orçamento na hora de comprar medicamentos, que ela e a mãe usam continuamente. Ao passar numa farmácia durante a semana, ela já percebeu o aumento nas prateleiras, que no final do mês chegam a representar 5% dos gastos. “Acontece de algumas vezes termos que tomar menos remédio para chegar até o final do mês; toma mais de um, menos de outro, é assim.” Quanto à confiança nos genéricos, ela diz que no início chegou a desconfiar, mas após ter usado e constatado que nada de anormal aconteceu, prefere a opção mais barata. “É muita diferença! Uso um colírio que o de marca custa cerca de R$ 100,00 e o genérico, R$ 50,00, metade do preço. Isso é muito bom.”

Mesmo sendo mais vantajoso financeiramente na maioria dos casos, é possível encontrar genéricos mais caros que os medicamentos de referência. Segundo Mayara, isso se deve à concorrência de mercado, já que a detentora de patente possui inúmeros concorrentes e também precisa estar mais acessível para entrar no páreo. A manicure Miriam Oliveira Melo diz não ter preferência por medicamentos de referência ou genéricos. “Mas, caso tenha a opção mais em conta, prefiro economizar.” 

 

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