Domingo, 15 de Setembro de 2019

Diário de Sorocaba





Leia a edição impressa na íntegra


Clique aqui para acessar a edição do dia
buscar

<< Clássico dos anos 60, ‘Sem Destino’ é o filme de hoje no projeto CineCafé

Publicada em 18/02/2013 às 22:30
Compartilhe: IMPRIMIR INDICAR COMENTAR

Filme foi indicado ao Oscar de melhor roteiro, em 1969 (Foto: Divulgação)
O longa-metragem “Sem Destino”, clássico do cinema na década de 60, é a atração desta terça-feira (19) do CineCafé, no Sesc, às 19 horas. Os ingressos serão distribuídos com uma hora de antecedência na Central de Atendimento, limitados a dois por pessoa.

A produção, que marcou toda uma geração, traz a história de dois motoqueiros, Wyatt (Peter Fonda) e Billy (Dennis Hopper), da contracultura hippie que viajam de Los Angeles ao país de Nova Orleans. Durante o percurso experimentam o espírito de liberdade, mas também encaram muitos preconceitos e personagens estranhos. A esperança da dupla é chegar a tempo para o Mardi Grass, um dos carnavais mais famosos de todo o planeta.

Com direção de Dennis Hopper e interpretações dos atores Jack Nicholson, Peter Fonda e Karen Black, o filme foi indicado para o Oscar de melhor roteiro, em 1969, e continua emocionando, até os dias de hoje, público de todas as idades.   

Após a sessão, haverá um bate-papo com o produtor e cineasta Marcelo Domingues, que discute sobre os aspectos técnicos do longa-metragem, como fotografia, direção e roteiro, além das temáticas retratadas pelo diretor.

O último longa-metragem do mês de fevereiro a ser exibido no projeto CineCafé é “Amor Bruxo” (1986), no dia 26. Filme que encerra a trilogia flamenca do diretor Carlos Saura. O Sesc fica na Rua Barão de Piratininga, 555, Jardim Faculdade. Outros detalhes pelo telefone (15) 3332-9933


EM SÃO PAULO

Musical fala sobre perda, ética na psiquiatria e bipolaridade

Atormentada pela morte do filho ainda bebê, mulher aos poucos se afunda na depressão, desenvolvendo o transtorno da bipolaridade. Tal enredo cairia como uma luva para um bom drama no palco, mas quem poderia imaginar que inspiraria um musical? Um espetáculo sem dança ou sapateado, em que a guitarra se encontra com o violino e violoncelo, em que o som da marimba se acomoda com o do piano e do baixo acústico, enfim, em que as batidas evocam The Police, U2, The Who? A resposta está em “Quase Normal”, musical que estreia nesta quinta-feira (21) em São Paulo, no Teatro Faap, depois de uma emocionante temporada no Rio de Janeiro.

Trata-se de uma obra intrigante, com uma história adulta, complexa e inovadora para os palcos acostumados a tramas multicoloridas e essencialmente otimistas. Tudo gira em torno da trajetória de Diana Goodman (Vanessa Gerbelli Ceroni), típica dona de casa classe média que, de repente, começa a exibir distúrbios na conduta - primeiro, algo pueril, como enfileirar fatias de pão no chão como se preparasse o almoço; depois, mais grave, como preparar um bolo de aniversário para o filho que há muito está morto.

A atitude não surpreende seu marido, Dan (Cristiano Gualda), tampouco a filha, Natalie (Carol Futuro) - ambos acompanham o sofrimento de Diana desde a morte de Gabriel (Olavo Cavalheiro), filho primogênito. O que pai e filha não suspeitam é que a mente perturbada de Diana acredita ver Gabriel já adolescente, criando uma perigosa dependência.

"Quando li o resumo da trama, deixei esse musical para o fim da minha lista", conta o ator e diretor Tadeu Aguiar. Ele estava em Nova York há três anos ao lado do produtor Eduardo Bakr e, sem opção, a dupla resolveu assisti-lo na Broadway. "No intervalo, eu não conseguia levantar da cadeira, tamanha a impressão que o espetáculo me provocava", continua Aguiar que, a muito custo ("nenhum patrocinador habitual de musicais no Brasil se interessou"), conseguiu viabilizar a produção, ao lado de Bakr. O apoio acabou vindo de duas empresas ligadas de alguma forma à saúde: laboratório Aché e Porto Seguro.

Com música original de Tom Kitt e texto e letras de Brian Yorkey, “Quase Normal” (‘Next to Normal’, no original) estreou na Broadway em 2009, depois de uma exitosa passagem pelo circuito off. No mesmo ano, o espetáculo ganhou três prêmios Tony e, em 2010, faturou o Pulitzer de drama, tornando-se o oitavo musical a receber tal homenagem.

"O que justifica tal sucesso é que, nesse musical, a palavra é magistral e bem colocada a ponto de que, ao assisti-lo, demorei para perceber que o espetáculo é quase que 80% cantado", observa Tadeu Aguiar que, durante meses, debruçou-se no original até encontrar os melhores vocábulos em português, aqueles que tanto se encaixavam no ritmo como traduziam com fidelidade as expressões.

O resultado é um punhado de frases de efeito, tanto bem-humoradas ("Valium é a minha cor favorita", diz, a uma certa altura, uma resignada Diana) como de alto teor poético ("Quem surta - quem não quer vencer? Ou quem quer, a dor transcender? Aquela que vai se tratar ou quem fica a esperar?").

A fase de tratamento de Diana, aliás, implica o surgimento de mais personagens, como o adorável Henry (Victor Maia), namorado de Natalie, e Dr. Fine e Dr. Madden (vividos por André Dias e, nessas duas primeiras semanas, por Rafael de Castro), médicos que, com fé inabalável da ciência, não pensam duas vezes em adotar o eletrochoque. É justamente a fase mais angustiante de “Quase Normal”. (Ubiratan Brasil - Agência Estado)


NESTA SEMANA...

ORQUESTRA SINFÔNICA - Dando início à temporada de 2013, a Orquestra Sinfônica de Sorocaba realiza nesta quinta-feira, dia 21, às 19h30, um concerto especial na Catedral, no Centro. O espetáculo terá como abertura “As Vespas”, de Ralph Vaughan Williams; “Allegro Com Brio”, “Adagio”, “Allegretto Grazioso”, “Allegro ma non Troppo”, da Sinfonia nº 8 em sol maior, op.88, de Antonin Dvorak; e se encerra com uma valsa da ópera “Eugene Onegin”, de Pyotr llich Tchaikovsky. O espetáculo é aberto ao público em geral. Informações: (15) 3233-2220

'LAMARTINE BABO' - O palco do Sesc recebe nesta quinta-feira, dia 21, a peça “Lamartine Babo”, em dois horários: às 19 e 21 horas. A apresentação relata a visita de um misterioso senhor e sua sobrinha, durante um ensaio das músicas de Lamartine Babo. Com histórias e canções, o musical surpreende o público com os mistérios que predominam na encenação. Ingressos estão à venda na bilheteria da unidade. Informações: (15) 3332-9933

'MAGIKAMERLUZA' - Neste sábado (23), o espetáculo “Magikamerluza” vai unir o mundo da fantasia a números circenses no palco do Sesc, às 19 horas. Como um circo cigano, a família Kamerluza toma conta do espaço. Nono, Kalaca e o músico multi-instrumentista Kishi, o Cowboy, executam assombros arriscados e ilusórios números. No entanto, como toda família possui seus problemas, apesar das desavenças, o final feliz sempre acontece. Ingressos estão à venda na bilheteria da unidade. Informações: (15) 3332-9933

'CIRCO DE PULGAS' - Com o propósito de relembrar os tempos antigos e encantadores do famoso Circo de Pulgas, a Cia. Circo de Bonecos apresenta no teatro do Sesc Sorocaba a peça “Circo de Pulgas”, neste domingo, dia 24, às 16 horas, para o público mirim. A encenação fala sobre dois amigos que inventaram um jeito inovador e diferente de brincar. Entre uma brincadeira e outra decidem elaborar o próprio Circo de Pulgas, mas nem sempre as tentativas da dupla saem com perfeição e neste caso tudo dá errado. Ingressos estão à venda na bilheteria da unidade. Informações: (15) 3332-9933

 

Não há comentários nessa notícia.Seja o primeiro a comentar