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Diário de Sorocaba

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<< Quatro filmes estreiam nesta sexta-feira; ‘Django Livre’, de Tarantino, é destaque As demais produções são “O último desafio”, “João e Maria: caçadores de bruxas” e “Sammy: a grande fuga”

Publicada em 17/01/2013 às 21:51
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O filme “Django Livre” é o mais puro delírio tarantinesco, abordando a época da escravidão, no sul dos EUA (Foto: Divulgação)
CINEMAS

Boas estreias chegam aos cinemas de Sorocaba nesta sexta-feira. São gêneros para todos os gostos e idades: as ações “O último desafio” e “João e Maria: caçadores de bruxas”, a animação em 3D “Sammy: a grande fuga”, apropriada ao público infantil, e “Django Livre”, do badalado diretor Quentin Tarantino e forte concorrente ao Oscar. 

Neste último, a piada começa no batismo do protagonista. Parece altamente improvável que um escravo negro na América do século XIX se chamasse Django, nome que batiza heróis dos faroestes-espaguete que, entre vários outros, foram ingredientes básicos da eclética formação do cineasta norte-americano Quentin Tarantino.

Nem pela alta dose de humor - sanguinolento, como é o seu estilo - que pontua toda a trajetória do filme, "Django Livre" abandona por nenhum momento uma postura crítica à escravidão, pano de fundo de uma história que rendeu polêmicas com, por exemplo, o renomado diretor negro norte-americano Spike Lee, que afirmou que não verá o filme, pelo entendimento de que não trata o tema com o devido respeito.

Quem for assistir a "Django Livre" de peito aberto verá que qualquer um pode até discordar dos exageros de Tarantino, mas não encontrará, a rigor, motivos para duvidar de sua ética. O filme é o mais puro delírio tarantinesco, abordando a época da escravidão, no sul dos EUA, fazendo dela o cenário de mais uma fantasia de vingança dos oprimidos, como fez com as mulheres (Uma Thurman) nos dois volumes de "Kill Bill" e os judeus em "Bastardos Inglórios".

DiCaprio está ótimo na pele de um fazendeiro racista perverso, de barbicha, cavanhaque e colete, que se deleita em organizar lutas entre escravos, que, como as dos antigos gladiadores, devem terminar com a morte de um dos oponentes. Para se aproximar dele, a dupla de caçadores de recompensas oferece uma alta soma para comprar um de seus lutadores, tudo como pretexto para, na verdade, negociar a liberdade de Broomhilda. Tudo seria muito tranquilo se Candie não tivesse atrás de si um escravo velho, esperto e puxa-saco, Stephen (Samuel L. Jackson). Por causa dele, muito sangue há de rolar e a coisa vai ficar feia para Django e Schultz.

O longa “O último desafio” marca a volta de de Arnold Schwarzenegger como protagonista de um filme desde "Efeito colateral" (2002), é uma espécie de "Velozes e furiosos" com xerife. O ator espanhol Eduardo Noriega ("Plata quemada") lidera as corridas de carro, enquanto o ex-governador da Califórnia defende a lei. Outros atores coadjuvantes - entre eles, o brasileiro Rodrigo Santoro - são apenas o apoio para o fortão tentar brilhar de novo.

Schwarzenegger é Ray Owens, xerife de uma cidadezinha na fronteira com o México, onde nada demais acontece, para decepção de seus subalternos. Até o dia em que recebe uma ligação do FBI avisando sobre a fuga de um chefão do tráfico de drogas mexicano, Gabriel Cortez (Eduardo Noriega), condenado à morte e que estava a caminho de sua execução.

Agora, Cortez está dentro do carro mais veloz do mundo e ruma para a cidadezinha de Ray, onde espera cruzar a fronteira. Boa parte do filme é isso, Schwarzenegger planejando como deter o mexicano, contando com uma mãozinha de Rodrigo Santoro de vez em quando, enquanto Cortez foge a bordo do carro.

Enquanto isso, na cidadezinha os comparsas do traficante estão armando tudo para ele cruzar a fronteira, provocando alguns efeitos colaterais pelo caminho — mortes de inocentes, que vão revoltar ainda mais o xerife.

Fiel à sua própria tradição, afinal, Schwarzenegger nunca foi conhecido pelos seus talentos dramáticos, ao seu papel cabem poucos diálogos. Além disso, ele se encarrega de bem menos ações do que no passado.

Já em “João e Maria...”, depois de pegarem um gostinho por sangue quando crianças, João (Jeremy Renner) e Maria (Gemma Arterton) se tornaram vigilantes extremos, determinados a defender seu povo. Agora, sem que eles saibam, João e Maria passaram a ser a caça e têm de enfrentar um mal muito maior do que as bruxas.

E finalmente, na animação “Sammy: a grande fuga”, Sammy e Ray, tartarugas marinhas e amigos para sempre, estão curtindo o coral, com muita água e areia, e ensinando os recém-chocados Ricky e Ella a nadar. Quando, de repente, um caçador aparece e os leva para ser parte de um espetacular show aquático em Dubai.


Maria Eugênia faz retrospectiva de 20 anos de carreira hoje no Sesc

A cantora goiana Maria Eugênia apresenta no Sesc Sorocaba, nesta sexta-feira (18), uma retrospectiva de seus vinte anos de carreira no show “Alma Brasileira”, a partir das 20 horas. Com uma diversidade de gêneros musicais, a artista traz ao público um repertório que vai do samba de Noel Rosa e Paulinho da Viola à bossa nova de Tom Jobim e Vinícius de Moraes, além de clássicos que perpassam o sertanejo, o baião e o MPB. Ingressos estão à venda. 
          
O show conta com a participação dos músicos Luiz Chaffin (violão e direção musical), Pedro Braga (violão, bandolim, guitarra e bouzouk), Marcelo Maia (baixo), Fred Valle (bateria) e Edílson Morais (percussão).
              
Maria Eugênia se formou em música e estudou piano, mas a participação em um concurso de canto, para desafiar a timidez, foi o que a impulsionou a seguir carreira como cantora. No início, interpretava apenas canções de conhecidos letristas e logo vieram as músicas compostas especialmente por ela.

A cantora soma uma extensa discografia que inclui dez CDs solo, quatro gravados com parceiros e dois DVDs: “Maria Eugênia ao Vivo” (2005) e “Coisa Musical” (2010) – este último também lançado em Portugal no final de 2011. Além disso, recentemente gravou o programa “Som Brasil” em homenagem a Chico Buarque, que ganhou uma versão em DVD e traz três faixas interpretadas por ela.

Intérprete da canção “Companheiro”, música que foi tema da abertura da novela “Araguaia”, da Rede Globo, Maria Eugênia tornou-se conhecida do grande público através da novela, mas já conta com duas décadas de uma carreira que iniciou cantando na noite goiana, no início dos anos 90. Seu primeiro CD, “Maria Eugênia”, foi lançado em 1992.

SERVIÇO - Os ingressos para o show “Alma Brasileira” estão à venda na bilheteria do Sesc por R$ 2 (trabalhador do comércio de bens, serviços e turismo matriculados e dependentes), R$ 4 (usuário matriculado, deficientes físicos, aposentados, maiores de 60 anos, estudantes e professores da rede pública de ensino, com comprovante) e R$ 8 (inteira). O Sesc fica na Rua Barão de Piratininga, 555, Jardim Faculdade. Mais informações pelo telefone 3332-9933


AGENDA

ESPETÁCULO INFANTIL - O repertório de espetáculos musicais apresentados pela Banda Mirim para o público infanto-juvenil continua neste domingo (20) com “Rádio Show”, apresentação cênica que faz referência aos antigos auditórios de rádio e mistura elementos de todas as peças do grupo. A apresentação acontece às 16 horas no Teatro do Sesc, e os convites encontram-se à venda na bilheteria da unidade. Informações pelo 3332-9933 

INSCRIÇÕES NA FUNDEC - Termina hoje (18) o período de inscrições para os cursos gratuitos de música e teatro do Instituto Municipal de Música de Sorocaba (IMMS), oferecidos pela Fundec. São 396 vagas distribuídas entre os cursos de musicalização infantil (90 para o período da manhã e 60 para a tarde), coral adulto (58), coral infanto-juvenil (62), artes cênicas (105), canto lírico (3), clarinete (1), contrabaixo acústico (1), violoncelo (2), percussão sinfônica (1), piano (3), violino (3), viola clássica (1), flauta transversal (3), oboé (1) e saxofone (2). As inscrições devem ser feitas na própria Fundec (Rua Brigadeiro Tobias, 73, Centro). Mais detalhes pelo telefone 3233-2220

PHOTOCOLORS TOCA QUEEN - Nesta sexta-feira, a festa Showtime traz os maiores sucessos da banda Queen interpretados pela belíssima voz de Hugo Rafael e sua banda Photocolors, dentro do projeto "banda toca banda" do Asteroid Bar, a partir das 22 horas. A discotecagem fica por conta de Mário Bross. Os ingressos custam R$ 15.

 

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