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<< Tetelefonia celular, bancos e cartões de crédito lideram queixas nos Procons

Publicada em 16/01/2013 às 21:23
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A secretária Nacional do Consumidor, Juliana Pereira, dá detalhes sobre o levantamento (Foto: Elza Fiúza/ABr)
Os serviços de telefonia celular, de bancos e de cartão de crédito foram os principais motivos de queixas apresentadas aos Procons em 2012, de acordo com o Boletim 2012 do Sistema Nacional de Informações de Defesa do Consumidor, divulgado ontem. Em 2012, foram registrados cerca de 2 milhões de atendimentos nos Procons do País. O número é 19,7% maior que o de 2011, quando foram contabilizadas 1,6 milhão.

Para a titular da Secretaria Nacional do Consumidor do Ministério da Justiça, Juliana Pereira, o aumento é resultado do maior consumo por parte da população - que consequentemente busca mais proteção -, ao acesso aos Procons e ao crescimento da base de agências de atendimento integradas ao sistema nacional de defesa do consumidor. Atualmente, 292 cidades brasileiras estão no sistema.

Em números absolutos, o setor financeiro foi o mais demandado pela população (23,8% do total), com problemas relacionados a faturas de cartão e cobrança indevida. O setor de telecomunicações, no entanto, foi o que teve maior crescimento no último ano, de 17,4% das demandas em 2011 para 21,7% em 2012. Nesse setor, a maioria das reclamações é referente a telefone celular, TVs por assinatura e internet.

Segundo o boletim, 9,1% das demandas nos Procons abrangeram empresas de telefonia celular, seguidas pelos bancos comerciais (9,02%), empresas de cartão de crédito (8,23%), empresas de telefonia fixa (6,68%) e financeiras (5,17%).

A empresa Oi liderou o número de demandas em 2012, com mais de 120 mil casos, seguida pela Claro (102 mil), pelo Itaú (97 mil) e pelo Bradesco (61 mil). Em 2011, o maior número de queixas atingiram empresas de cartão de credito.

Os problemas mais destacados pelos consumidores no último ano foram relacionados a cobranças (37,4%), contratos (13,2%) e qualidade dos produtos ou serviços (9,7%).

As mulheres são a maioria dos autores das demandas nas agências de atendimento. Elas fazeram mais de 52% das queixas nos Procons. No que diz respeito à faixa etária, a população entre 31 e 40 anos foi a mais ativa em 2012 - responsável por 24,1% dos casos.

Juliana Pereira destacou a importância da criação de mecanismos mais eficientes para atender às demandas de idosos, que são 10,8% das pessoas atendidas pelos Procons (entre 61 e 70 anos). Segundo ela, o resultado do levantamento deve servir como forma de os clientes fiscalizarem as empresas das quais consomem e fazer que haja melhoria da relações com o consumidor. 


País emplaca 137,9 mil veículos na 1ª quinzena do mês

O emplacamento de automóveis e comerciais leves atingiu 137,9 mil unidades na primeira quinzena de janeiro de 2013, uma média diária de 13,8 mil veículos no período, ou dez dias úteis. O levantamento da consultoria Carcon, feito a partir de dados do Registro Nacional de Veículos Automotores (Renavam), mostra que o total representa uma alta de 15,5% sobre janeiro de 2012, quando foram emplacados 119,34 mil veículos leves, uma média diária de 11,93 mil unidades. Ante os 181,62 mil veículos comercializados na primeira quinzena de dezembro de 2012, houve uma queda de 24%.

De acordo com Julian Semple, diretor da Carcon, no ritmo atual de vendas, janeiro deve superar a marca de 300 mil automóveis e comerciais leves emplacados. O mês possui 22 dias úteis, exceto na capital paulista, onde será feriado na próxima sexta-feira, dia 25. Se confirmada a previsão, janeiro de 2013 terá uma alta de 19% sobre o mesmo mês de 2012, quando foram emplacados 252,67 mil automóveis e comerciais leves.

A Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave) informou que espera divulgar na quinta-feira (17) os dados de emplacamentos acumulados até esta quarta-feira, ou seja, com 11 dias úteis de vendas em janeiro de 2013.


Cabral diz que demolição do antigo Museu do Índio está mantida

O governador do Estado do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral (PMDB), disse na manhã desta quarta-feira (16) que não vai voltar atrás da decisão de demolir o prédio do antigo Museu do Índio para as obras de mobilidade em torno do estádio do Maracanã, que está sendo reformado para a Copa de 2014. Isso apesar de a Fifa informar à Defensoria Pública da União - que briga na Justiça para impedir a derrubada do edifício, datado de 1862 - que não exigiu a retirada do prédio do local.

"Sou filho de pessoas que cultuaram e cultivaram a memória do Rio. Vivi em casa a luta pela preservação do Centro do Rio, prédios que estavam para ser demolidos e eram de enorme importância histórica. E graças a Deus, desde os anos 70, tivemos os conselhos de patrimônio federal, estadual e municipal, que passaram a tombar esses imóveis. (...) E nunca foi o caso desse prédio. Então, não há nenhum óbice, do ponto de vista legal, para a sua demolição. Por outro lado, estamos propondo àqueles poucos índios que estão lá - que chegaram não em 1506, mas em 2006 - que se construa do outro lado (da via férra), bem próximo do Maracanã, um centro de referência indígena, onde eles possam vender seus trabalhos artesanais e mostrar sua cultura para cariocas e turistas. (...)", afirmou o governador. "Aquilo até 2006 era reserva de ambulantes em dias de jogos no Maracanã. Então, estamos falando de um prédio que não é tombado, com ocupação absolutamente recente", acrescentou.

Perguntado por um jornalista por que então o edifício não foi derrubado anteriormente, Cabral irritou-se: "Porque antes não se ganhou a Copa do Mundo e eu não era governador. Estou falando do meu período, não posso falar dos anteriores. Você, então, pode falar `por que não se fez a pacificação do Jacarezinho e de Manguinhos antes? Por que não se fez a linha 4 (do metrô) antes? Por que não se renovou os trens da SuperVia e do metrô antes?' Posso fazer um monte de pergunta para você".

O governador anunciou a construção de uma estação de trem e metrô integradas no Maracanã. Atualmente, os dois meios de transporte possuem na região estações totalmente separadas e distantes uma da outra.

 

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