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<< Bancários fazem manifestação contra condições de trabalho

Publicada em 05/12/2012 às 22:55
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Manifestantes colocam faixas na entrada dos bancos e cobram ações efetiva (Foto: Divulgação)
Com a proximidade do Natal e do fim do ano, os bancos Itaú e Santander resolveram dar alguns “presentes aos seus funcionários”. No Itaú, a implantação do horário estendido feito pelo banco em diversas agências no último dia 27 de agosto – em compensação aos dias de greve – tem sobrecarregado os funcionários e causado consequências diretas no emprego, jornada, organização de trabalho e principalmente na qualidade de vida dos trabalhadores, fragilizando a segurança dos bancários e clientes, em todo o território nacional.

Descontentes com esta implantação, nesta quarta-feira (5), sindicatos e federações instituíram o Dia Nacional de Luta para pressionar o Itaú a modificar o horário diferenciado e encontrar, junto com os funcionários, um novo modo de organizar o atendimento. O objetivo do banco é chegar a 1.500 agências com horários ampliados em todo o País. O Itaú argumenta que o projeto visa atender aos clientes do banco que desejam fazer operações de negócios. A medida sequer amplia o número de contratações e os bancários estão sendo obrigados a trabalhar no limite.

Com medo de demissões, os funcionários aderem ao projeto, ao contrário do que diz o banco que a adesão é voluntária. Também é frequente a extrapolação do horário de trabalho, chegando a dez horas por dia, sem pagamento de horas-extras. Com jornadas maiores, muitos estão abandonando faculdades, outros tendo de deixar filhos em tempo integral em creches.

Em Sorocaba, foram relatados casos de bancárias terem de levar filhos ao trabalho, porque não tinham com quem deixá-los após a saída da escola. Além do horário estendido, duas agências do banco Itaú foram fechadas pelo sindicato local por falta de ar-condicionado há uma semana - as agências do Além-Ponte e de Votorantim. Em ambas foram relatados desmaios de clientes devido ao calor intenso, pois elas não têm janelas. As duas já providenciaram conserto dos sistemas de ar-condicionado, que depois da pressão do sindicato, passam por manutenção.

SANTANDER – Já nas agências do Santander, o problema são as demissões. Funcionários e sindicatos se mobilizam nesta quinta-feira (6) contra as demissões em massa que atingiram a rede de agências e os centros administrativos do Santander em pleno fim de ano, às vésperas do Natal. A onda de dispensas foi deflagrada na semana passada com o desligamento de 40 funcionários na Torre Santander (em São Paulo) e disparou na segunda-feira (3) com cerca de mil demissões, que podem chegar a 5 mil até esta sexta-feira (7), segundo informações extraoficiais. 

A luta das entidades sindicais é pela reintegração de todos os funcionários desligados e a manutenção dos empregos. O Movimento Sindical já cobrou uma negociação com o banco, mas até ontem não obtivera retorno. "Queremos uma negociação com o Santander para discutir a suspensão imediata das dispensas e a manutenção dos empregos dos trabalhadores", diz Júlio César Machado, presidente do Sindicato dos Bancários de Sorocaba e Região.

A denúncia dos bancários repercutiu na imprensa nacional. O Santander disse que "os números não correspondem à realidade" e alegou que "está procedendo um ajuste em sua estrutura de forma a adequá-la ao contexto competitivo da indústria". Mas na visão do movimento sindical e dos funcionários do banco, não há motivos para cortar empregos, já que o banco não demite na Espanha, onde há crise, nem em outros países da América Latina. Então, dizem, não é aceitável a demissão de funcionários no Brasil. 

Ao invés de promover um Natal de demissões em massa, o Santander deveria fazer contratações, acabar com a rotatividade, melhorar as condições de trabalho e apostar no crescimento do País. Por isso, sindicatos e federações estão exigindo a reintegração dos desligados e a manutenção dos empregos dos trabalhadores.

 

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