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<< Conscientização é a palavra chave no Dia Mundial de Combate à Aids

Publicada em 01/12/2012 às 20:34
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Foram distribuídos folhetos com informações sobre HIV (Foto: Fernando Rezende)
Em pleno século XXI, a Aids ainda é tratada com preconceito por muitas pessoas. A falta de informação sobre o contágio e o tratamento são as principais causas desse problema. Mas, hoje, se o soropositivo iniciar o tratamento no início da doença, for acompanhado por um especialista e fazer o uso correto dos medicamentos, tem a mesma expectativa de vida de uma pessoa sem HIV. Isso não quer dizer que a doença deve ser banalizada. A conscientização é a palavra chave no Dia Mundial de Combate à Aids, em 1º de dezembro. 

SURGIMENTO – O vírus do HIV surgiu de outro, chamado de SVI, que é encontrado no sistema imunológico de chimpanzés e macacos da espécie verde-africano. O vírus é altamente mutante e, provavelmente, pode ter transmitido inicialmente em pessoas de tribos africanas. Mesmo não deixando os animais doentes, é altamente perigoso ao ser humano. Ninguém morre por ser soropositivo. O que acontece é que, caso não faça o tratamento corretamente, o sistema imunológico fica acessível a doenças oportunistas e até mesmo um resfriado pode levar a óbito. 

O 1º de dezembro é o Dia Mundial de Combate à Aids, quando todos unem forças para conscientizar o maior número de pessoas para que o vírus não se multiplique. No Brasil, o primeiro caso foi registrado em 1980 e hoje existem cerca de 600 mil portadores de HIV, e desde 1996 há distribuição gratuita de medicamentos necessários ao tratamento, os chamados coquetéis. Em Sorocaba, o número de novos casos caiu 61% em 14 anos. Em 1998 foram notificados 258 casos de pacientes com a doença; já em 2012, este número não deve chegar a 100. Até sexta-feira (30), 82 casos haviam sido notificados. 

CONSCIENTIZAÇÃO – Há quatro anos, o Centro de Apoio a pessoas Vivendo e Convivendo com HIV/Aids desenvolve campanha em datas comemorativas no Extra Santa Rosália. Eles firmaram parceria com o Rotary Club Aeroporto, que está em formação, e a vice-presidente da entidade, Alvadete Luíza Góes, explica que muitas pessoas ainda têm vergonha de conversar sobre o tema. “Antes, nós entregávamos os folhetos e preservativos, mas muita gente não se interessava e jogava logo em seguida; agora os interessados vêm atrás da informação”, afirma. Ela e o presidente, José Antônio Inácio Vieira, conhecido como Barbosa, são soropositivos há 15 anos e acham importante passarem a mensagem de que levam uma vida normal. “Tem gente que pergunta por que nós mostramos a cara na realização de campanha. Ainda há preconceito, principalmente quem tem o vírus do HIV e tem vergonha de expor”, conta Barbosa. 

Além de darem explicações sobre a Aids, eles orientam para que se faça o teste rápido em alguma Unidade Básica de Saúde (UBS) ou nos ônibus da mulher e no Fique Sabendo. Pois, no teste, é possível identificar hepatites e sífilis. O presidente conta que o número de pessoas com hepatite tem aumentado, e por ser uma doença silenciosa muitos demoram a descobrir sua existência. 

CONTAMINAÇÃO – O vírus do HIV atinge qualquer pessoa, porém a faixa de idade que está mais infectada é entre 15 e 25 anos, logo na iniciação sexual. A contaminação pode ocorrer em relações sexuais sem proteção, compartilhamento de agulhas e seringas, e caso gestantes soropositivas não fizerem acompanhamento médico e tomarem medicações, podem passar aos filhos. Barbosa explica que há uma janela imunológica de três a seis meses onde o vírus pode se manifestar. Por isso é importante incluir o teste de HIV na rotina da população. 

ESPORTES – Segundo os representantes da entidade, realizar atividade física com frequência possibilita melhoria, inclusive, à saúde. Há mais de um ano, o Gepaso (Grupo de Educação à Prevenção a Aids de Sorocaba) inaugurou a academia “Superar - de Bem com a vida”, destinada aos soropositivos, e Alvadete e Barbosa frequentam o local. “O coquetel tem alguns efeitos colaterais, como lipoatrofia, triglicérides e colesterol. E a atividade física nos dá mais disposição e ajuda no controle e redução dos efeitos dos medicamentos”, conta Barbosa. 

TESTE – Em Sorocaba, o teste rápido que detecta HIV, sífilis e hepatites B e C pode ser feitos em qualquer uma das 31 Unidades Básicas de Saúde (UBS), no Coas (Centro de Orientação e Aconselhamento de Sorocaba) e no Same (Serviço de Assistência Municipal Especializada). 

 

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