Terça-Feira, 12 de Novembro de 2019

Diário de Sorocaba





Leia a edição impressa na íntegra


Clique aqui para acessar a edição do dia
buscar

<< Condenado é flagrado preparando entorpecentes para distribuição

Publicada em 29/11/2012 às 00:32
Compartilhe: IMPRIMIR INDICAR COMENTAR

“Pequeno” estava com 710 porções de cocaína prontas para comercializar (Foto: Edilaine Oliveira)
Procurado pelo crime de roubo e já com passagem pela polícia por tráfico e associação ao tráfico, Ezequiel Vieira de Souza, 26 anos, foi preso na tarde de ontem, depois que agentes civis da Delegacia de Investigações Sobre Drogas (Dise) foram averiguar uma denúncia anônima sobre o comércio ilegal na residência dele.

Conforme as informações recebidas pela polícia, o rapaz de vulgo “Pequeno” venderia drogas para a região do Parque das Paineiras. Por algumas vezes os agentes fizeram campana na rua José Luiz Pereira da Silva, sempre observando a casa do denunciado. Durante esses trabalhos, eles perceberam a típica movimentação de ponto de drogas.

Então, por volta das 12 horas de ontem, munidos com um mandado de busca e apreensão concedido pelo juiz da 1ª Vara Criminal de Sorocaba, a equipe C da delegacia especializada foi dar cumprimento ao documento e abordaram Souza dentro de sua casa. O rapaz estava na cozinha preparando porções de cocaína para vender.  

Na revista feita pela casa, os agentes encontraram mais dois pacotes com cerca de 500 pinos vazios, uma peneira, um rolo de sacos plásticos, um prato com cerca de 100g de crack puro, 711 frasconetes de cocaína e R$ 710 em notas de R$ 10. Souza, que morava com a mulher e dois filhos pequenos na casa, recebeu voz de prisão e foi levado à Dise.

Diante das apreensões, o delegado Alexandre Banietti reinterou a prisão e enviou o detido para o Centro de Detenção Provisória, a fim de aguardar decisão judicial sobre sua condenação. Ainda de acordo com o delegado, Souza morava na cidade há pouco tempo, pois veio foragido da cidade de Capivari - a aproximadamente 70 km de Sorocaba - onde era procurado pela Justiça pelo crime de roubo.


Homem é alvejado com três tiros e morre no hospital

No início da madrugada de ontem, policiais militares foram informados por populares de que um homem havia sido baleado na altura do número 4.230 da rua Atanázio Soares, no Parque das Laranjeiras. 

Quando chegaram ao local, os agentes encontraram o servente de pedreiro Jair Soares da Rosa, 33 anos, ferido por três tiros, mas ainda vivo. A vítima foi socorrida ao Hospital Regional, onde se constatou que os tiros atingiram o braço direito, o peito e a costela direita do homem. 

Horas depois a irmã da vítima, uma doméstica de 49 anos, foi informada sobre a morte de Rosa e se dirigiu até a delegacia. Conforme relatos à polícia, um funcionário do hospital fez contato com ela pelo próprio telefone da vítima. 

A doméstica contou que o irmão tinha jantado em sua casa e saído para comprar um refrigerante, porém não voltara mais. A mulher disse que eles moravam em casas separadas e que Rosa era usuário de drogas, mas não soube passar mais detalhes da vida do irmão por não saber de sua rotina. A Polícia Civil investiga o caso.


Detido por contrabando tinha mais de 30 caixas de cigarros 

Por meio de um mandado judicial de busca e apreensão, expedido pela 4ª Vara Criminal de Sorocaba, policiais militares conseguiram prender um homem acusado por contrabando. Na manhã de terça-feira (27), os agentes seguiram ao centro de Araçoiaba da Serra, e chegaram a um estabelecimento comercial, que também era a residência do suspeito.

Odolir Lehr teve a casa toda revistada pelos militares, que apreenderam 31 caixas fechadas, 62 pacotes e 61 maços de cigarros de diversas marcas. Conforme os agentes, os cigarros são de origem estrangeira, aparentemente fabricados no Paraguai. 

Questionado, Lehr assumiu ser o proprietário das mercadorias. Diante disso, foi apresentado na Delegacia da Polícia Federal de Sorocaba, onde foi elaborado o auto de prisão em flagrante por contrabando. Ele recebeu oportunidade de fiança no valor de dois salários mínimos, mas por não pagar permaneceu à disposição da Justiça.


Mudança no Estatuto do Desarmamento beneficia agentes e guardas prisionais

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado aprovou ontem um projeto de lei do deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ) que autoriza agentes e guardas prisionais, integrantes das escoltas de presos e equipes de guardas portuários, a portar arma de fogo de propriedade particular ou fornecida pela corporação, mesmo fora de serviço.

O texto que altera o Estatuto do Desarmamento foi aprovado em caráter terminativo. Quer dizer que, como não foi alterado no Senado, pode ser encaminhado à sanção presidencial sem ser apreciado no plenário se não houver recurso de pelo menos nove senadores.

O relator, senador Gim Argello (PTB-DF), entende que essas categorias vivem em situação de perigo constante e iminente pela característica de suas atividades. “E por isso é necessário que possam portar arma a qualquer tempo e em qualquer ponto do território nacional”, alega.

Atualmente, a permissão de portar arma se restringe aos ocupantes das Forças Armadas, agentes vinculados à Agência Brasileira de Inteligência (Abin), à Presidência da República e policiais federais.


Van escolar atropela bebê em Campinas

Uma criança de 1 ano e 4 meses morreu atropelada por uma perua do transporte escolar, na manhã de ontem, em Campinas. Segundo a Polícia Militar, a motorista do veículo, que buscava crianças numa rua estreita e sem saída do Parque São Quirino, não viu o bebê ao dar a marcha à ré. A criança havia saído correndo de casa, atrás da mãe, que ia para o trabalho, quando foi atingida pela van em manobra e morreu no local. 

As crianças que estavam no veículo foram transferidas para outro. A motorista, cujo nome não foi divulgado, ficou em estado de choque e tentou pular em um córrego, próximo do local do acidente. Depois de contida por guardas municipais e moradores, foi levada e internada no Pronto-socorro São José. No final da tarde, ela teve alta.

A mulher pode ser indiciada por homicídio culposo, quando não se tem a intenção de matar. Muito abalados, os pais da criança foram levados para prestar depoimento no 4º Distrito Policial (DP), onde a ocorrência foi registrada. O veículo foi apreendido.


MPF é contra revogação da prisão dos líderes da ‘Operação Porto Seguro’ 

O Ministério Público Federal (MPF) em São Paulo manifestou-se pelo “absoluto descabimento” da reconsideração da prisão preventiva de Paulo Rodrigues Vieira e de seu irmão Rubens Vieira, apontados como principais líderes do grupo criminoso investigado pela “Operação Porto Seguro”. Eles estão em prisão preventiva desde o último dia 23. 

Segundo a manifestação do MPF, os 11 relatórios de análise comprovam o papel de destaque de Paulo Vieira na organização criminosa e seu relacionamento com diversas pessoas de grande poder político e econômico. 

A procuradora da República, Suzana Fairbanks Oliveira Schnitzlein, desconsiderou o argumento utilizado pelo acusado, de que já estaria afastado de suas funções na Agência Nacional de Águas (ANA) e, portanto, teria perdido seu poder de influência. “Ao longo de todo o material probatório, verificamos que em pouquíssimas ocasiões Paulo Vieira utilizou-se de seu cargo como diretor de Hidrologia da ANA para realizar suas 'negociatas' e prestar seus serviços de 'intermediação jurídica' aos particulares interessados”, diz o documento do MPF. 

Ao contrário, o documento aponta que “Paulo raramente ia trabalhar, permanecia por pouco tempo em seu local de trabalho, pois passava a maior parte dele cuidando de seus interesses pessoais.” Para o MPF, caso seja colocado em liberdade, há grandes possibilidades de Paulo Vieira continuar a praticar crimes, prejudicar a formação das provas e contaminar a instrução processual “com base nos inúmeros contatos e facilidade de estabelecê-los”. 

Da mesma forma, a procuradora da República manifestou-se contrária à revogação da prisão preventiva de Rubens Carlos Vieira, que tinha relevante papel de assessoramento jurídico nas atividades do grupo criminoso. O fato de já ter sido afastado do cargo de diretor de Infraestrutura da Anac não impede, segundo a manifestação do MPF, que continue a praticar atos ilícitos, estabelecer contatos estratégicos com diversos outros investigados da operação, além de efetivamente frustrar a formação da prova. 

PRISÃO DOMICILIAR – O MPF também discordou da decisão da Justiça Federal, que aceitou o pedido dos advogados da dupla para que permanecessem em prisão domiciliar, já que não existe no Estado de São Paulo a denominada Sala de Estado Maior, prerrogativa dos advogados presos cautelarmente. “O que verificamos, mais uma vez, é a possibilidade de investigados por atos ilícitos, diretamente relacionados ao exercício de sua profissão de advogados, invocarem a aludida prerrogativa legal, como se direito absoluto fosse”, afirmou a procuradora Suzana Fairbanks. 

Ela lembrou que os advogados desempenhavam relevante papel jurídico na quadrilha, “ao atuar como causídicos 'de fachada' em processos judiciais e procedimentos administrativos destinados ao atendimento dos interesses de particulares contratantes dos serviços de assessoria de Paulo Vieira”. Experiências recentes mostram que a decretação de prisão domiciliar pela inexistência da Sala de Estado Maior pode facilitar a fuga dos acusados. 

Em meados de 2012, no curso da “Operação Deserto”, Massao Matsuta, traficante internacional e chefe da organização criminosa, condenado a mais de 40 anos de prisão, utilizou-se da mesma prerrogativa para ser posto em liberdade. Até hoje encontra-se foragido. O Estado de São Paulo deixou disponível uma Sala de Estado Maior no Batalhão 9 de Julho da PM, para onde já foi transferido Paulo Vieira. “O problema continua em relação a Rubens Vieira, que detém a mesma prerrogativa, e eventualmente, se houver outros casos de prisão preventiva de advogados”, analisa a procuradora.

  

Não há comentários nessa notícia.Seja o primeiro a comentar