Terça-Feira, 25 de Junho de 2019

Diário de Sorocaba

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<< Denúncia da população leva mais um traficante para cadeia O denunciado agia com um adolescente próximo à passarela da rua Um do bairro Itapemirim

Publicada em 15/10/2012 às 23:46
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Parte das porções de maconha e os pinos de cocaína estavam na pochete de Santos (Foto: Divulgação/GCM)
Após várias denúncias feitas por moradores do bairro Itapemirim, a Guarda Civil Municipal (GCM) conseguiu flagrar um rapaz de 20 anos e um adolescente de 17 vendendo drogas. Na manhã de ontem, Jean Cláudio dos Santos foi encaminhado para o Centro de Detenção Provisória (CDP) e o garoto, entregue a sua mãe mediante termo de compromisso e responsabilidade.

A ocorrência teve início no final da noite de domingo, quando a equipe da Ronda Ostensiva Municipal (Romu) patrulhava próximo à passarela da rua Um. Os agentes foram informados sobre a ação da dupla e, ao se aproximaram do local indicado, puderam observam que os denunciados se revezavam no contato com os clientes.

Pedestres, ciclistas, motociclistas e motoristas que chegavam até eles entregavam e recebiam algo em troca. Durante o tempo de observação, os guardas constataram que Santos escondia algo embaixo da passarela.

Após observarem a prática do tráfico de entorpecente, e a confirmarem, os agentes abordaram os denunciados. Com o adolescente, localizaram um frasconete de crack, que, segundo ele, teria acabado de comprar com Santos. Já com o rapaz, os agentes apreenderam, dentro da sua pochete, 29 porções de maconha e 58 frasconetes de crack. 

Tendo em vista o local que servia de esconderijo para a dupla, os GCMs fizeram buscas embaixo da passarela e encontraram mais 56 porções de maconha, iguais às encontradas na pochete de Santos. Este assumiu que seria a primeira vez que praticava este tipo de crime. Ambos foram conduzidos ao plantão norte e assinaram o B.O. de tráfico e porte de entorpecente.


Feriado registra queda de 25,5% nas mortes por acidente de trânsito 

Durante o final de semana prolongado pelo feriado da Padroeira do Brasil, comemorado na sexta-feira (12), houve uma redução de 25,5% das mortes por acidentes de trânsito nas rodovias do Estado de São Paulo. O número de vítimas fatais caiu de 43 para 32. É o que aponta o balanço realizado pela Polícia Militar divulgado ontem. A comparação é feita com base na mesma data de 2010, já que no ano passado caiu numa quarta-feira e, por isso, não houve feriado prolongado.

O número de acidentes, nos 22 mil quilômetros de rodovias estaduais, registrou uma diminuição de 1.287 para 992, o que representa uma redução de 22,9%. Também durante os três dias de folga, houve 16.044 autuações por infrações de trânsito diversas em todo o Estado, principalmente por imprudência ao volante. 

Do total, 1.758 ocorrências foram ultrapassagens em locais proibidos e 1.621 por falta do uso do cinto de segurança. Foram apreendidos 1.591 veículos, 127 carteiras de habilitação e 2.497 documentos de veículos por irregularidades.


GCM apreende duas motos sem placa e com numeração raspada

Equipe da Romu, da GCM, em patrulhamento pela cidade localizou e apreendeu duas motos suspeitas, uma no bairro do Éden e outra no Jardim Nova Esperança. Os pilotos estavam sendo perseguidos por causa de atitudes suspeitas, um deles fugiu e o outro chegou a confessar que havia comprado a moto leiloada. Este foi liberado.

A primeira moto foi abandonada na altura do número 250 da avenida Paraná, nas proximidades da Área de Transferência do Éden. Os agentes acreditam que o condutor tenha fugido pelo matagal existente naquele ponto. A moto CG 125 estava sem placa e foi verificado que a numeração do chassi e do motor estava ilegível. Por determinação do delegado do plantão norte, a moto foi recolhida pelo guincho. 

A outra apreensão aconteceu no Parque Pedro de Godoy, no Jardim Nova Esperança, durante o patrulhamento nas imediações do Centro de Educação Infantil 33. Um rapaz de 19 anos entrou na contramão de direção da rua Maria de Lourdes Ferreira, atingindo o para-choque da viatura da GCM. Como a moto não caiu, o rapaz não sofreu ferimento algum.

O condutor foi abordado sem que nada de ilícito fosse encontrado. Porém os agentes constataram que ele não possuía habilitação. A moto Yamaha RD 135, oriunda de leilão, estava sem placa e com a numeração do chassi suprimida. O rapaz confessou que havia comprado o veículo há uma semana na Feira da Barganha por R$ 300. A moto foi recolhida pelo guincho por determinação do delegado do plantão norte.


Corpo encontrado em matagal de Aparecidinha ainda não foi identificado

Policiais civis da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) ainda não obtiveram informações sobre a identificação do corpo de um homem encontrado num matagal em Aparecidinha, na manhã de domingo (14). O cadáver foi localizado por volta das 15h30, com as mãos amarradas para trás e, de acordo com a Polícia Militar, a vítima foi asfixiada. 

Um munícipe que passava pelo local avistou o corpo e acionou a polícia, que encontrou a vítima com a boca e o nariz obstruídos por um tecido, do mesmo que amarrava as mãos para trás. A Polícia Técnica esteve no local e constatou apenas uma pequena mancha de sangue próximo ao órgão genital da vítima, sem qualquer outro sinal de violência.

O corpo é de um homem branco, com aproximadamente 1,65m de altura, entre 36 e 40 anos de idade. Ele vestia camiseta esportiva branca, sem mangas, calças jeans claro e usava sapatênis marrom e preto. Qualquer informação sobre a identidade do corpo pode ser passada à DIG pelo telefone (15) 3232-2666 e 3224-0163 ou ainda pelo 181, por ligação gratuita. 


Amigos saem para fazer trilha na mata e se perdem ca Capital

Um grupo de 17 pessoas, que se perdeu em uma mata na região de Parelheiros, na zona sul da Capital, foi resgatado por policiais militares do Comando de Operações Especiais (COE) do 4ª Batalhão de Choque da Polícia Militar, por volta das 10 horas de ontem. Bombeiros e o helicóptero Águia apoiaram a ação.

Os amigos saíram na sexta-feira (12) para fazer uma trilha e voltariam para casa no mesmo dia, porém se perderam no meio do caminho. As famílias chamaram o Corpo de Bombeiros, que enviou uma equipe até a mata. Para auxiliar o resgate, o COE foi acionado. Os policiais tinham a informação de que os desaparecidos estavam perto de um rio. Então, com o apoio do Águia, os agentes conseguiram encontrar o grupo.

Divididos, os amigos seguiram de quatro em quatro para uma base dos Bombeiros, perto da represa do Guarapiranga. Todos passavam bem e foram liberados assim que o resgate terminou.


Polícia Rodoviária apreende 250 mil maços de cigarros em Avaré

Policiais militares da 3ª Companhia do 5º Batalhão de Polícia Militar Rodoviária apreenderam, no sábado (13), 500 caixas de cigarros - que totalizaram 250 mil maços - e prenderam em flagrante três pessoas, em Avaré, no interior de São Paulo.

Os policiais passavam pelo pátio de um posto de gasolina, à 0h30, localizado no quilômetro 247 da Rodovia Castello Branco, e abordaram um GM Vectra preto, placa de Sorocaba, ocupado por duas pessoas. Logo depois, os PMs chegaram a um veículo Ford Cargo branco, de Paranaguá, que estava com um homem.

Durante fiscalização e busca no segundo carro, a equipe encontrou aproximadamente 500 caixas de cigarros, cada uma com 50 pacotes, totalizando aproximadamente 250 mil maços, que estavam armazenadas no baú do veículo.

A ocorrência foi levada à Delegacia de Polícia Federal de Bauru, onde foi feito o auto de prisão em flagrante por descaminho contra os três suspeitos. Os autores permanecem na carceragem da delegacia e os veículos e produtos foram apreendidos.


DESFECHO DO CRIME

Acusada por encomendar morte de empresário vai a júri; executor também

Toni Silva – Repórter dos Tribunais

O borracheiro Edison Luiz Vieira, 32 anos, morador de Salto de Pirapora, é acusado pelo assassinato do empresário Luiz Antônio Vieira de Camargo, 59 anos, conhecido como “Luiz da Dapsa”. O corpo do empresário foi localizado no canavial da Alcoléia, no dia 29 de julho de 2007, em Araçoiaba da Serra. 

No curso da instrução criminal, a defesa de Edison pediu que ele não fosse pronunciado, mas o juiz não concordou, e o pronunciou. Eliana Bordieri, 60 anos, é a viúva; ela é acusada de ter encomendado a morte do marido. Os advogados dela pediram a nulidade do processo afirmando que a denúncia é inepta (absurda); solicitaram sua absolvição ou impronúncia, mas o juiz Marcos José Corrêa não acatou e alegou que existem indícios suficientes apontando a autoria, e que a decisão de pronúncia não diz respeito ao mérito. Continuou declarando que o conselho de sentença é quem vai decidir se os acusados são culpados ou inocentes.

OS DETALHES DO CRIME

O processo narra que Luzia da Silva, moradora de Salto de Pirapora, prestava serviço de cartomancia, e Eliana, que era sua cliente, comentava que brigava com o marido e era espancada por ele, e por esse motivo pretendia contratar alguém para matá-lo. Luzia apresentou-lhe o borracheiro Edison, também conhecido por “Godi”; a cartomante recebeu a quantia de R$ 600,00 pela indicação. A empresária passou a fazer contatos com Edison, e cada contato era comentado com a cartomante, até mesmo quando ela comprou a arma para ser usada no crime. De acordo com o processo, Edison foi contratado por R$ 18 mil e deveria aguardar o momento em que o empresário sairia do Condomínio Lago Azul, onde o casal morava em Araçoiaba da Serra, para buscar lenha pela manhã. 

No dia do crime, Edison estava vestido com roupa social e portando uma pasta; ele saiu com a namorada, Flávia Azzolini, e pediu uma moto emprestada a um amigo dele. Posteriormente, deixou a namorada em um determinado local e esta ficou aguardando-o. Momentos depois, Edison, que estava machucado, retornou para buscá-la. Os dois foram para um hospital, onde ele foi medicado. 

Edison e sua namorada foram para a casa da avó dele. Após ter certeza de que o empresário estava morto, Eliana procurou a cartomante Luzia e lhe apresentou uma manchete de jornal noticiando a morte de Luiz Camargo. As duas saíram de carro em direção à casa de Edison para encontrá-lo. Eliana efetuou o pagamento entregando-lhe um envelope contendo maços de dinheiro. 

Para aproximar-se do empresário, Edison se passou por corretor de imóveis, e conseguiu atrai-lo afirmando que teria um imóvel para vender. As lesões sofridas por Edison são sinais de que o empresário reagiu contra o criminoso tentando evitar sua execução. Uma testemunha que mora próximo ao canavial sustenta que, logo pela manhã, avistou duas pessoas saírem de um carro e minutos depois ouviu os tiros, e uma pessoa retornando ao carro e se retirando do local. A testemunha chamou os vizinhos e foram ver o que ocorrera, e encontraram o empresário ferido por tiros: na coxa direita, clavícula esquerda, no abdome, na cabeça, e sem sinais vitais. O carro dele foi encontrado a cinco km do local onde estava o corpo.

DESCOBERTA DA AUTORIA 

Apesar de ter recebido o valor combinado, Edison passou a querer mais dinheiro ameaçando delatar o fato criminoso se a sua exigência não fosse atendida. Essa atitude ocorreu porque o acusado ficou sabendo que a viúva era de família bem-sucedida. Flávia foi presa por tráfico de droga, Eliana se prontificou a ajudá-la: contratou uma advogada e enviava mantimentos para a cadeia. Elas se correspondiam por meio de cartas, Eliana se identificava como “Tia Maria” e dizia que não poderia visitá-la porque temia que seu nome pudesse ser associado ao fato (tráfico). Uma das cartas foi apreendida pela direção da cadeia. Flávia foi ouvida tanto na fase policial como no Fórum e confessou a dinâmica do crime.

ACUSADOS NEGAM

A viúva nega qualquer envolvimento na morte do marido; ela confirmou que conheceu Edison, que lhe foi apresentado por sua cartomante Luzia, mas este apenas resgatou cheques que seu filho havia passado para pessoas perigosas de Sorocaba; disse ainda que pagou pelo resgate das cártulas e nunca mais viu o borracheiro. Com relação às cartas que ela recebia e enviava para Flávia, a viúva declarou que sentia pena de Flávia e, portanto, havia prometido um emprego em sua residência. Como a moça foi presa, a viúva decidiu desembolsar valores com compras e honorários de advogado para descontar posteriormente quando Flávia estivesse empregada em sua casa. 

O acusado foi ouvido pela justiça e também negou que tivesse praticado o crime e confirmou que seus contatos com a viúva ocorreram para que ele resgatasse cártulas que o filho de Eliana havia passado para traficante. 

O Ministério Público não deu crédito à fala dos acusados porque entendeu que a versão deles não se harmonizava com as provas existentes no processo. Ao ser ouvida no Fórum, a cartomante Luzia tentou mudar sua versão sobre os fatos, porém foi advertida pela justiça de que poderia ser processada por falso testemunho. Diante disso, ela resolveu relatar os detalhes do caso confirmando o que havia falado na polícia. 

O promotor de justiça Gustavo dos Reis Gazzola pede que ambos sejam condenados: Edison por homicídio qualificado mediante paga e dissimulação: artigo 121, parágrafo 2º, inciso I e IV; e Eliana por encomendar a morte do marido: artigo 121, parágrafo 2º, inciso I e IV combinado com o artigo 29, todos do Código Penal. 

Edison está recolhido por causa de outro processo, na ala de progressão de regime da penitenciaria "Orlando Brando Filinto", em Iaras, interior paulista. A justiça de Sorocaba também decretou sua prisão preventiva. A viúva já esteve presa por essa acusação, mas depois foi posta em liberdade por força de um habeas corpus concedido pelo Superior Tribunal de Justiça. Por essa razão, ela aguardará o julgamento em liberdade. Suspeitando de que ela pudesse sair do País, a justiça encaminhou ofício para a Polícia Federal informando a acusação que pesa sobre Eliana.

Quem comete crime está sujeito a “pão de angústia” e “água de amargura”

  

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