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<< Mais três testemunhas depõem na Comissão de Ética sobre Ruby

Publicada em 23/08/2012 às 21:22
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Os depoimentos foram dados na sala de reuniões da Câmara (Foto: Divulgação/Câmara Municipal)
Mais três testemunhas depuseram ontem na Comissão de Ética da Câmara Municipal, presidida pelo vereador Rozendo de Oliveira (PV), sobre o processo que investiga duas suspeitas contra o vereador Emílio Ruby (PSC), de tomar parte dos salários de seus funcionários de gabinete e de imprimir material de campanha nos computadores da Casa. O vereador está afastado das atividades parlamentares por decisão da Justiça. A reunião foi acompanhada pelo seu advogado, Flávio de Castro Martins. 

O primeiro ouvido foi o tesoureiro do PMN, antigo partido de Ruby, Hudson Milton Ramos, que disse que o estatuto do partido prevê contribuição financeira facultativa de seus filiados. Ruby não contribuía, ele próprio, com o partido e, sim, somente três de seus assessores - Vladimir Murça, Ademir Pereira (assessores) e Aroldo Fernandes Batista (ex-chefe de gabinete), que acusa o vereador. O depoimento põe em contradição a declaração do ex-assessor de Ruby, atualmente ocupando cargo de indicação na Prefeitura, Heiddiman da Cunha Barros, que disse que pagava a contribuição. Barros gravou um vídeo pagando dinheiro a Ruby, e disse que se referia a esse valor devido ao partido. 

Em seguida, foi ouvida a esposa de Heiddiman, Ana Paula Linares de Oliveira Barros, convocada porque foi citada pelo marido no depoimento à Comissão. O ex-assessor disse aos vereadores que, quando foi ouvido no Ministério Público (MP), sentiu-se humilhado e coagido pelo promotor Orlando Bastos Filho, que teria gritado, batido na mesa, tentando convencê-lo a prejudicar Ruby, e que tudo isso tinha sido presenciado pela sua mulher. Ela, por sua vez, reafirmou os termos de uma declaração escrita de próprio punho, que disse ter feito espontaneamente, na qual descreve o mesmo “escândalo” descrito pelo marido. Ela também contou que seu marido emprestou dinheiro para Emílio Ruby construir uma casa, mas não soube precisar o valor. O empréstimo, segundo ela, foi pago logo depois pelo vereador.

Foi questionada ainda pelo vereador Marinho Marte (PPS), relator do processo, sobre seus conhecimentos sobre o funcionamento de um Fórum. “Nunca tinha ido antes na vida, foi a primeira vez. Nem sabia como funcionava”, declarou. Então, o relator questionou quem a orientou a fazer uma carta. “O Heiddiman sugeriu que eu fizesse uma carta para contar o absurdo que aconteceu e que depois entregássemos para os advogados do Ruby”, contou. Além dela, Heiddiman e outros três assessores de Ruby, que mudaram seus depoimentos em favor do vereador, fizeram cartas parecidas. 

A última testemunha ouvida foi o atual chefe de gabinete do vereador Ruby, Ronaldo Aparecido Nunes, que está há um ano e dois meses na função. Ele disse que a relação entre Aroldo e Ruby era amistosa e que nunca viu desrespeito do funcionário com o patrão, dizendo ainda que o ex-chefe de gabinete é uma pessoa confiável, de boa índole. Respondendo a perguntas, entre outros, do vereador Marinho Marte e do vereador Irineu Toledo, ele afirmou jamais ter repassado qualquer percentual de seu salário para pagar despesas pessoais ou contribuir com a campanha do vereador. Também disse que nunca presenciou outros assessores fazendo esse tipo de contribuição e negou ter ouvido queixas de assessores sobre possíveis maus-tratos verbais por parte do parlamentar.

A Comissão de Ética e Decoro Parlamentar fará novas oitivas na próxima terça-feira (28), a partir das 13 horas. Foram convidadas a depor as seguintes testemunhas: o advogado José Cabral Dias, que representou o vereador Emílio Ruby em algumas causas; o presidente do PMN, Fernando Oliveira, que também é secretário de Parceiras da Prefeitura; e o promotor público Orlando Bastos Filho.

 

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