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<< MEC quer usar Enem como avaliação da educação básica

Publicada em 21/08/2012 às 22:31
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O ministro da Educação, Aloizio Mercadante, durante coletiva fala sobre o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) (Foto: Válter Campanato/ABr)
O ministro da Educação, Aloizio Mercadante, anunciou ontem (21) que a pasta vai mudar a forma de avaliar a qualidade do Ensino Médio. A proposta é substituir a Prova Brasil, avaliação que compõe o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), pelo Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).

O argumento do ministro é de que apenas 69 mil estudantes em um universo de 8 milhões participam da Prova Brasil, enquanto o Enem é quase censitário. A mudança já valeria para 2013.

Mercadante reuniu-se com os secretários de educação dos Estados e, segundo falou, é unânime entre os dirigentes a necessidade de usar o Enem como parâmetro da qualidade. Os resultados do Ideb de 2011, anunciados na semana passada, mostraram uma quase estagnação em relação a 2009 e uma piora da qualidade do ensino em alguns Estados.

O ministro negou que a intenção seja mudar o indicador para melhorar o resultado. Para Mercadante, os resultados do Enem são mais fidedignos porque a amostra de participantes é maior e os alunos fazem a prova com mais comprometimento, já que podem usar os resultados do Enem para ingressar em um Curso Superior.

O MEC encomendou ao Instituto Nacional de Estudos e Pesquisa Educacionais (Inep) um estudo para que, na mudança de metodologia, não se perca a série histórica que já existe com a Prova Brasil, que permite comparar a evolução da qualidade e o cumprimento ou não das metas de melhoria.

Para o presidente do Inep, Luiz Cláudio Costa, a mudança não tenta minimizar o problema que existe no Ensino Médio. “Não é maquiagem, de fato nós temos problemas no Ensino Médio”, afirma.

 

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