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<< Acusado de matar quatro pessoas em Salto presta depoimento à polícia

Publicada em 21/08/2012 às 22:29
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Mesmo arrependido, Ferreira disse que, se fosse preciso, mataria novamente (Foto: Edilaine Oliveira)
“Já fiz arrependido, mas, pelo motivo que me levou a fazer, faria de novo.” Essas são palavras do mestre de obras Geraldo Luiz Ferreira, 40 anos, acusado por matar quatro pessoas de uma mesma família em Salto na madrugada do último dia 4. Na manhã de ontem, ele prestou depoimento na Delegacia de Investigações Gerais (DIG), em Sorocaba, confessou o crime e relatou sua versão dos fatos. 

Ele estava detido em Guarulhos desde o dia 6 passado, após ter sido encontrado numa construção portando uma arma de fogo. O revólver, de calibre 38, foi a arma que utilizou para matar as quatro pessoas em Salto. Depois de confessar os crimes, Ferreira ficou detido no 7º Distrito Policial de Guarulhos, até que ontem foi transferido para Sorocaba a fim de esclarecer pontos das investigações, e em seguida foi removido para Salto.

Ferreira está sendo acusado por matar a ex-namorada, Vera Lúcia da Silva, 29 anos; a mãe dela, Maria Aparecida da Silva, de 52; o padrasto, Antônio Marques, de 60; e o irmão dela, Vagnaldo da Silva Marques, de 22. O mestre de obras confessou ter invadido a casa de Vera e atirado nela, na mãe e no padrasto, que moravam no Jardim Marechal Rondon; e em seguida, disse ter ido até a casa de Marques, no Jardim Vera Cruz, e atirado nele também.

Conforme o próprio acusado, o que motivou o crime foi a extorsão e ameaça que a família estaria fazendo contra ele. Ferreira contou que já estava separado de Vera devido aos problemas no relacionamento “conturbado e violento”. Um boletim de ocorrência chegou a ser registrado por ela, contra ele, por agressão. Porém o mestre de obras ressaltou que era ele quem estava sendo ameaçado e também registrou boletim contra ela. Depois da separação, ele foi morar em Guarulhos, próximo da ex-mulher e dos dois filhos, mas, ainda assim, recebia ameaças da família da ex. “Até meus filhos eles ameaçavam”, frisou. “Só eu sei o que passei. Depois que a pessoa morre vira santa”, disse sobre Vera.

O USO DE DROGAS – Na delegacia, o indiciado explicou que depois de seis meses de namoro começou a usar drogas embalado por Vera. Ele alegou não saber que a namorada usava drogas, até que um dia ela ofereceu cocaína e ele aceitou. Porém, preso há 16 dias, ele disse que não está sentindo falta do entorpecente. Para o mestre de obras, as porções de cocaína eram saída que ele tinha para passar sobre os problemas do relacionamento. “Eu estava sob efeito de drogas quando matei. Era muita droga, umas 15 cápsulas”, expôs.

O delegado Acácio Aparecido Leite, da DIG, explicou que agora a versão do acusado será colocada nos laudos periciais para saber se estão compatíveis. Caso seja confirmada a versão de Ferreira, o inquérito será concluído e entregue à polícia de Salto, que também tem contribuído ativamente nas investigações. De acordo com o delegado, o acusado ficará preso em Salto, mas poderá ser transferido para o Centro de Detenção Provisória (CDP), em Sorocaba.

  

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