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<< A cultura não dorme Sorocaba é uma das sedes da Virada Cultural Paulista e terá 24 horas ininterruptas de eventos culturais em três locais diferentes; Moraes Moreira e Renato Borghetti são os destaques de hoje

Publicada em 19/05/2012 às 05:08
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O cantor baiano Moraes Moreira vai revisitar o álbum ‘Acabou Chorare’, de 1972 (Foto: Divulgação)
Vai começar a festa. A partir das 18 horas deste sábado (19) a cidade vai ter atividades culturais de artes cênicas, humor, apresentações circenses, dança e música, que só vão terminar no início da noite de domingo. É a Virada Cultural Paulista que traz à cidade 24 horas de manifestações artísticas com entrada gratuita. Hoje tem o acordeonista gaúcho Renato Borghetti e o cantor baiano Moraes Moreira. 

A cidade terá três locais para os eventos, que vão se alternando nos horários, para que haja atrações o tempo todo. O público poderá acompanhar as atividades no Teatro Municipal Teotônio Vilela (TMTV), no Parque das Águas e no ginásio do Objetivo Portal da Colina.

A abertura oficial é às 18 horas, no TMTV, com o espetáculo de dança de Cristian Duarte "Hot 100". Em seguida, às 18h30, o DJ Zédoroque dá início ao "Virada" no chamado Palco Externo, no Parque das Águas. 

A Virada Cultural acontece em Sorocaba pelo sexto ano consecutivo e se estende por 27 municípios paulistas, reunindo grandes nomes do cenário artístico nacional e internacional.

‘ACABOU CHORARE’ – Em 1972, Moraes Moreira fazia parte do grupo Novos Baianos, ao lado de Baby Consuelo, Pepeu Gomes, Paulinho Boca de Cantor, Dadi e Luiz Galvão. Juntos gravaram o lendário disco “Acabou Chorare”, considerado até hoje um dos melhores já lançados no País. 

Neste sábado, depois de 40 anos passados, Moraes Moreira convida o seu filho, o guitarrista Davi Moraes, para fazer um tributo ao disco no show que vão apresentar a partir da meia-noite, no Parque das Águas. 

O show já passou por Rio de Janeiro e Vitória e agora será apresentado aqui. Inicialmente, o show que recriou o repertório do álbum foi montado para uma única apresentação no Instituto Moreira Salles, no Rio de Janeiro, em formato acústico, reunindo Moraes e seu filho Davi Moraes. O sucesso foi tanto que veio o convite do Studio RJ para repetir a dose, agora com uma banda, no palco da nova casa carioca. Mais uma vez, lotação esgotada e muita gente voltando da porta. Desses dois episódios marcantes nasceu a idéia levar a turnê de “Acabou Chorare” pra várias cidades brasileiras. 

Para entender por que essas nove canções unem pais, filhos e netos, basta ouvi-las como são: delicadas, roqueiras, contemplativas e suingadas, numa ode à alegria que, como querem os românticos, tem o poder de harmonizar as diferenças. Essa é a proposta afetiva do show Acabou Chorare. Além de recriar as composições do histórico disco, no show Acabou Chorare Moraes Moreira conta ao público um pouco sobre o LP, as gravações, a convivência com os Novos Baianos, com João Gilberto, sua carreira. Os dois tem no palco a companhia de Augusto Albuquerque (baixo), Marcos Molleta (guitarra, guitarra baiana e cavaquinho), Cesinha (bateria) e Repolho (percussão).

DEDOS INSPIRADOS – Com realização do SESC e apoio do Colégio Objetivo, Renato Borghetti toca no Ginásio do Objetivo Portal da Colina, às 20 horas, dentro da programação da Virada Cultural. Os ingressos serão distribuídos uma hora antes do espetáculo. Apenas dois por pessoa.

Renato Borghetti é instrumentista e ganhou sua primeira gaitinha do pai aos 10 anos de idade, quando começou a tocar. Na ocasião em que o primeiro disco saiu, em 1984, vendeu mais de 100 mil cópias, transformando Borghetti não só em um fenômeno como também no primeiro disco de ouro obtido pela música instrumental brasileira.

Alternando trabalhos mais simples e gauchescos, com momentos de maior sofisticação e acenos para o jazz e a música erudita, Borghetti sabe se cercar dos melhores músicos. O músico sempre participa de festivais internacionais do instrumento, ao lado de estrelas como o italiano Ricardo Tesi, o irlandês Martin O´Connor, o português Artur Fernandes e o espanhol Kepa Junqueira.
 
  
  
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