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<< Preço do pão francês deve subir nas próximas semanas Proprietários de padarias falam em 10 a 20% de aumento

Publicada em 19/05/2012 às 04:46
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Pães, doces e bolos também sofrerão ajustes em breve (Foto: Fernando Rezende)
Com a alta cotação do dólar nos últimos dias, que chegou a ultrapassar os R$ 2,00, o preço do pão francês deve aumentar nas próximas semanas. Isso se deve pelo trigo ser importado de países como Argentina e Canadá. O Brasil importa hoje 60% do trigo que consome. Cerca de 70% do custo da farinha vem de sua principal matéria-prima, o trigo. Atualmente o valor do quilo do pão varia entre R$ 7 e R$ 10. 

Para o mês de junho, a expectativa dos proprietários de panificadoras é de que este valor suba em torno de 10 a 20%. Segundo o economista e professor universitário Renato Vaz Garcia, não só o pão, como todos os produtos importados, sofrerão reajuste já na próxima semana. “Isso vai depender muito da quantidade que o comerciante tem em seu estoque”, explica. 

Para Luís Júlio Roberti, dono de uma padaria localizada na zona oeste da cidade, os valores deverão subir em seu estabelecimento na primeira semana de junho. “Ainda tenho em meu estoque farinha suficiente para abastecer o comércio neste mês. Na próxima semana, o fornecedor vai me ligar e informar o preço ajustado”, comentou. Roberti fala que na última vez que o pão aumentou (setembro de 2011) ele segurou os preços. “Não repassei os valores no final de 2011. Não vou dizer que saí no prejuízo, mas deixei de lucrar como antes.” O comerciante afirma que fez isso para não espantar a clientela, mas isso será impossível desta vez. “Não vai ter jeito. Tudo que eu faço aqui precisa de farinha.” O proprietário destaca que não somente o pão francês, mas também todos os pães recheados, broas, bolos e doces têm em sua composição a farinha de trigo, e que será inevitável o aumento em torno de 15 a 20%. 

Antônio Onofre Padrão, que está no ramo há 50 anos e tem uma rede de padarias, diz que em breve o pão vai sofrer ajustes em seus estabelecimentos. “Calculo 15% de aumento.” Padrão diz que estes ajustes não influenciam em queda do movimento. “As pessoas se adequam, pois é um produto que se consome todos os dias.” 

A previsão dos especialistas é de que a moeda americana suba nos próximos meses. “A tendência é que o dólar fique entre R$ 2,05 a R$ 2,10”, fala Renato Vaz Garcia. O economista diz que, além de derivados do trigo como macarrão e biscoitos, a gasolina e eletroeletrônicos estarão mais caros daqui para frente.  
 
  
  

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