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<< Yabiku protocola pedido de investigação contra Crespo

Publicada em 11/05/2012 às 02:07
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VEREADOR FRANCISCO MOKO YABIKU: “Ele nunca foi meu amigo”
Na tarde de ontem, o vereador Francisco Moko Yabiku (PSDB) protocolou na Delegacia Seccional Sul, o pedido de investigação para averiguar se houve ato de racismo na declaração do vereador José Crespo (DEM) na última terça-feira, no plenário da Câmara Municipal. Durante a sessão ordinária, Crespo pronunciou a seguinte frase: “O senhor amarelou assim como a sua raça, que é amarela. O senhor está sendo covarde”. Yabiku entendeu a frase como racista e decidiu tomar providências cabíveis. 

Segundo Crespo, durante a votação do projeto de lei do IPTU progressivo, duas emendas ficaram de fora, a do próprio autor do projeto e a de Yabiku. Crespo concordou com a proposta de Yabiku de as duas emendas serem rejeitadas como forma de consenso, mas Yabiku voltou atrás, o que levou Crespo a dizer que isso era uma quebra de palavra, uma covardia. Moko nega o fato. “Eu nunca tive acordo com ele”, exclama. Para o vereador, Crespo não é uma pessoa próxima. “Ele nunca foi meu amigo. Existe uma diferença entre amigo e colega”, afirmou. 
 
O tucano disse ainda que conversou com o seu partido e que tomou a atitude correta. “Nestes casos devemos usar a razão. Eu estou usando a razão. Vou deixar a polícia tomar as providências”, esclareceu. Para ele, a declaração não é só uma ofensa pessoal, e sim, com toda a etnia. “Toda a raça amarela foi ofendida - coreanos, chineses e japoneses. Não posso aceitar o pedido de desculpas quando se atribui a uma colônia inteira”, falou referindo-se à retratação de Crespo, que dizia que a raça amarela é uma raça nobre, descendente de samurais. Yabiku comentou que muitas pessoas estão prestando solidariedade a ele. “As pessoas que encontro desde terça-feira estão sendo solidárias, seja da raça amarela ou não”, afirmou. 

Segundo o delegado assistente da Seccional, José Antônio Belloti, o inquérito será aberto e serão ouvidas todas as pessoas envolvidas; as provas apresentadas serão estudadas para avaliar se realmente houve o crime de racismo. Após esse trabalho, a polícia encaminhará ao Ministério Público e ao Judiciário para, só assim, ter-se um desfecho do caso.  

 
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