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<< Lippi lança a primeira Usina de Biodiesel Móvel autossustentável do Brasil

Publicada em 04/05/2012 às 23:52
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Além de colaborar com o meio ambiente e gerar nova fonte de renda às cooperativas, a Usina de Biodiesel Móvel será um espaço educador (Foto: Gui Urban / Secom)
"Esta é a primeira Usina de Biodiesel Móvel autossustentável do País, onde todo processo é feito a partir de energia solar e um gerador movido a biocombustível. Estou muito feliz com mais este passo que estamos dando para a melhoria da coleta seletiva de Sorocaba", declarou o prefeito Vitor Lippi na manhã de ontem, durante o lançamento da Usina de Biodiesel Móvel de Sorocaba. O evento ocorreu em frente à Estação Ferroviária.

Iniciativa da Prefeitura, por meio da Secretaria de Parcerias (Separ), em parceria com a Universidade de Sorocaba (Uniso), a unidade itinerante montada sobre uma carreta produzirá combustível biodegradável a partir de óleo de cozinha usado.

Além de colaborar na preservação do meio ambiente e gerar uma nova fonte de renda às cooperativas da cidade, pois vai inseri-las na cadeia produtiva do biodiesel, a Usina de Biodiesel Móvel se consolidará como um novo espaço educador, voltado ao conceito de "Cidade Saudável, Cidade Educadora". "A maior aprendizagem é a vivencial. As crianças que conhecerem a nossa unidade móvel e participarem desse processo não vão mais esquecer dessa experiência. Esse será mais um espaço do nosso Roteiro Educador", destacou Lippi.

A carreta produzirá o biodiesel a partir do óleo de cozinha usado, residencial ou comercial, encaminhado diretamente à Usina, nas cooperativas de catadores parceiras da Prefeitura ou nas escolas e outros espaços visitados, conforme agendamento. O produto deve estar acondicionado em garrafas plásticas ou recipientes semelhantes. "Nossa ideia é conscientizar toda a população, principalmente os comerciantes de bares e lanchonetes da cidade, quanto à importância do descarte consciente do óleo de cozinha usado", explica o secretário Fernando Oliveira.

Para o meio ambiente os benefícios são inúmeros. Nos rios, o óleo de cozinha provoca a impermeabilização dos leitos, potencializando a possibilidade de enchentes. Com a Usina de Biodiesel Móvel, a Prefeitura dará uma destinação adequada ao produto, evitando que milhares de litros sejam despejados em esgotos, depósitos de lixo, rios ou lençóis freáticos. "O óleo de cozinha é um resíduo tóxico que possui valor financeiro e é descartado diariamente pela população de forma inconsequente", destaca Gislaine Vilas Boas, assessora técnica da Separ.

Além disso, haverá a produção de energia de menor impacto ambiental, reduzindo a poluição do ar. A substituição parcial do petróleo por biodiesel reduz o consumo deste combustível fóssil reconhecido como um dos agentes causadores do efeito estufa. Entre as vantagens de utilização do biodiesel estão a facilidade de transporte de manuseio, menor emissão de gases estufas, matéria-prima nacional biodegradável e renovável, baixa toxicidade e alta lubricidade e boa disponibilidade.

Para Jussara de Lima Carvalho, secretária do Meio Ambiente, essa iniciativa será um ganho ambiental enorme para Sorocaba. "Além de ajudarmos na reciclagem e evitar que esse resíduo seja descartado incorretamente na natureza, vamos ter geração de um biocombustível. Isso tudo dá coerência à política ambiental do município."

Construída como uma ferramenta didática, a Usina funcionará também como um laboratório itinerante de ciências, permitindo que o processo de conversão seja visível às pessoas. A unidade também poderá, conforme agendamento, percorrer escolas para disseminar conhecimento in loco e possibilitar, por meio da educação não formal, que as pessoas participem ativamente da construção do desenvolvimento sustentável.

COMO FUNCIONA - A Usina de Biodiesel Móvel ficará estacionada no campus Raposo da Uniso e terá um roteiro de visitas em escolas (municipais, estaduais e particulares). O agendamento deve ser feito pelo telefone 3219-2281, da Separ, responsável pela organização logística da unidade.

Além disso, dentro de aproximadamente 60 dias, em alguns dias e horários, a carreta ficará estacionada em pontos estratégicos da cidade para que a população faça a destinação do óleo de cozinha usado. Os locais estão sendo estudados pela Urbes, já que a carreta possui aproximadamente 15 metros de comprimento e pesa mais de 15 toneladas.

Além das escolas, a unidade também atenderá aos populares interessados em saber como descartar o óleo de cozinha de maneira responsável e a transformação em biodiesel, que vão desde a filtragem do óleo, aquecimento, misturador de reagentes, decantação, lavagem e emulsão. A capacidade total da carreta é de armazenar mil litros de combustível; em cada batelada são produzidos cerca de 220 litros.

Após o final do processo de produção, que dura aproximadamente duas horas cada batelada, o biodiesel poderá ser utilizado para abastecer os 13 caminhões do Programa de Coleta Seletiva de Sorocaba.

Para a sua operação serão necessários dois técnicos em química e um ajudante. Além deles, dois estudantes de Engenharia Ambiental e Gestão Ambiental da Uniso vão atuar como estagiários da unidade de segunda a sexta-feira, das 8 às 12 horas e das 13 às 17 horas, e, eventualmente, aos finais de semana.

Supervisionados por coordenadores da Uniso, os alunos terão, entre outras atividades, de dar toda a orientação a alunos e à população em geral sobre o processo de transformação de óleo de cozinha em biodiesel, promover e acompanhar a produção do biodiesel, realizar análises técnicas e químicas do combustível. A Separ ficará responsável pela capacitação contínua dos estagiários, com palestras, seminários e orientações coletivas e individuais.

 

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