Sábado, 6 de Junho de 2020

Diário de Sorocaba





Leia a edição impressa na íntegra


Clique aqui para acessar a edição do dia
buscar

<< Mesmo sem lei, consumidores preferem usar sacolas reutilizáveis

Publicada em 02/05/2012 às 23:03
Compartilhe: IMPRIMIR INDICAR COMENTAR

Alternativas para os consumidores ainda são poucas (Foto: Fernando Rezende)
Há um mês as sacolinhas plásticas deixaram de ser distribuídas gratuitamente nos supermercados do Estado, por conta do acordo firmado entre o Ministério Público, o Procon e Apas (Associação Paulista de Supermercados) com o intuito de acabar com o uso de sacolinhas derivadas de petróleo, visando reduzir o impacto que o descarte desse material causa no meio ambiente. 

Com a atitude, os consumidores precisam se habituar à falta das sacolinhas plásticas e se adequar à prática que o estabelecimento prega. “Existe fiscalização, mas não existe lei”, diz o chefe fiscalização do Procon, José Antônio Oliveira Junior. Com as atuais normas, a forma de o Procon acompanhar a situação é orientando os supermercadistas e direcionando o consumidor para a mudança de comportamento. “Naturalmente, o hábito de não se usar as sacolinhas estará em outros estabelecimentos como padarias, açougues e feiras”, diz José Antônio. 

Em hipermercados, o que se vê hoje são somente sacolas retornáveis. Os clientes que não levam as sacolas reutilizáveis têm a opção de comprá-las pelo preço a partir de R$ 0,59. Em mercados menores, não filiados à Apas, o estabelecimento “dita” a forma como irá colaborar com a campanha. 

No Super José, por exemplo, o consumidor pode comprar por R$ 0,05 as sacolas oxibiodegradáveis, que demoram oito meses para se decompor. Para o proprietário, o vereador Vítor Francisco da Silva (PRP), a prática será banida nos próximos dias. “Vendemos estas sacolas para acabar o estoque, mas já está no fim”, diz o vereador. Segundo Vítor, a população já está adaptada ao novo jeito de fazer compras. “Oitenta por cento dos clientes já aderiram à campanha. Até o carrinho de feira está voltando”, afirma. 

Apesar de o vereador apoiar que a campanha atinja outros estabelecimentos como açougues e padarias, ele não concorda com o projeto de lei protocolado na semana passada pelo vereador Mário Marte Marinho Junior (PPS), onde consta que todos os estabelecimentos comerciais e setores de serviços devem distribuir sacolas ecológicas gratuitamente aos clientes. “Eu discordo do projeto, pois o custo será muito alto para os estabelecimentos”, diz. Segundo Vítor, as alternativas já estão sendo oferecidas aos clientes. “Além das sacolas retornáveis, há a opção de caixas de papelão."

Para o chefe da fiscalização do Procon, as alternativas ainda são poucas. “O Governo precisa procurar ações efetivas se realmente a preocupação for com meio ambiente. As maneiras para ajudar o planeta ainda são poucas. É preciso ações mais impactantes, como a coleta seletiva”, afirma. Para José Antônio, não adianta ter sacola que é preciso pagar se os produtos das prateleiras não baixarem os valores. “É preciso fazer muitas coisas, desde que o custo não caia no colo do consumidor”, declara.  

 

Não há comentários nessa notícia.Seja o primeiro a comentar