Sexta-Feira, 23 de Agosto de 2019

Diário de Sorocaba





Leia a edição impressa na íntegra


Clique aqui para acessar a edição do dia
buscar

<< Produção de mudas nas penitenciárias é exemplo no Estado

Publicada em 02/05/2012 às 23:01
Compartilhe: IMPRIMIR INDICAR COMENTAR

Os viveiros da P1 e da P2 têm capacidade de produção de aproximadamente 300 mil mudas de árvores de mais de 80 espécies (Foto: Emerson Ferraz / Secom)
Os secretários de Estado de Administração Penitenciária, Lourival Gomes, e da Agricultura e Abastecimento, Mônika Bergamaschi, conheceram, a pedido do governador Geraldo Alckmin, o trabalho do "Recomeçar – Plantando a Liberdade". O projeto envolve a produção de mudas de árvores nas duas penitenciárias de Sorocaba, a "Danilo Pinheiro" (P1), no Mineirão, e "Antônio Souza Netto" (P2), em Aparecidinha. A ideia de Alckmin é replicar o modelo em outros presídios do Estado de São Paulo.

Realizado desde 2009, o trabalho é fruto de parceria entre a Prefeitura de Sorocaba, por meio das secretarias do Meio Ambiente (Sema), de Obras e Infraestrutura Urbana (Seobe) e das Parcerias (Separ), e as duas penitenciárias. O objetivo foi aliar melhorias às condições ambientais e climáticas da cidade, contribuindo com o Plano de Arborização Urbana para atingir a meta de plantio de 500 mil árvores em Sorocaba até o final deste ano, com a oportunidade de oferecer a inclusão social aos detentos do regime semiaberto.

"Agradeço a visita e a indicação do governador Geraldo Alckmin. Nosso projeto é pioneiro no País e é um modelo para todas as cidades. É uma atitude de humanização, que busca a inclusão e novas oportunidades às pessoas que, por algum motivo, cometeram algum erro e, ao retornar à sociedade, terão a oportunidade de ter um emprego e sustentar suas famílias com dignidade", destacou Lippi.

Antes da visita aos presídios, o prefeito explicou detalhadamente aos secretários estaduais o funcionamento do projeto. Em seguida, acompanhados da secretária do Meio Ambiente, Jussara de Lima Carvalho, eles conheceram os viveiros.

De acordo com o secretário Lourival Gomes, esses processos de ressocialização são importantes e devem ser ampliados para outros municípios. 

PRODUÇÃO DE MUDAS - Os viveiros da P1 e da P2 têm capacidade de produção de aproximadamente 300 mil mudas de árvores de mais de 80 espécies diferentes. Atualmente, os viveiros estão com um estoque abaixo da capacidade, com cerca de 120 mil mudas, pois as 100 mil mudas utilizadas no Megaplantio foram retiradas desses viveiros.

Na "Dr. Danilo Pinheiro", o projeto é desenvolvido numa área de mais de 5 mil m², onde 10 presos do regime semiaberto trabalham de segunda a sexta-feira, das 8 às 11h30 e das 13 às 16h30, na produção e manutenção das mudas. São 125 canteiros com uma capacidade de 150 mil mudas. Além disso, existe uma estufa de preparo dos substratos nos saquinhos e uma horta com hortaliças, que são consumidas pelos próprios presidiários.

Já na P2 o trabalho começou em 2010, numa área de mais de 12 mil m², com 150 canteiros. O viveiro tem capacidade de estoque de cerca de 150 mil mudas. Na unidade, 10 presos do regime semiaberto atuam na produção.

Além de um salário mínimo, destinado às famílias, os reeducandos têm remissão na pena. Para cada três dias trabalhados, conta um dia a menos na pena a que foram condenados.

As mudas produzidas nas penitenciárias também têm uma grande vantagem. "Como são produzidas num viveiro sem tela, as mudas já estão aclimatizadas, portanto, adaptadas para serem plantadas no campo. Com isso, a chance de elas morrerem é bem menor do que as mudas produzidas em viveiros telados", explica o engenheiro agrônomo da Seobe, Aroldo José Pinto.

Outra vantagem é que o custo de produção de cada muda é bem abaixo do valor de mercado. O custo da produção de uma muda até atingir 1 metro de altura é de apenas R$ 2,15.

 

Não há comentários nessa notícia.Seja o primeiro a comentar