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<< Região terá 200 novos casos de câncer infantil somente em 2012

Publicada em 30/04/2012 às 17:31
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O hematologista André Viu Matheus acredita que o crescimento de casos de câncer se deve à vida moderna (Foto: Fernando Rezende)
Um dado chocante, porém verdadeiro. De acordo com pesquisas do INCA (Instituto Nacional de Câncer), a região de Sorocaba, abrigando 48 municípios, terá 200 novos casos de câncer infantil neste ano. Para atender à demanda, o Gpaci (Grupo de Pesquisa e Assistência ao Câncer Infantil) finalizará até julho a reforma que durou cinco anos, e agora inaugurará o novo Hospital, com UTI, internação, e equipamentos médicos especializados. A reforma custou mais de R$ 7,5 milhões. Para o hematologista pediátrico do Gpaci, André Viu Matheus, esses números podem ser relacionados à vida moderna. “São diversos fatores. Além da radiação e genética, a destruição da natureza e os alimentos com agrotóxicos podem colaborar para esse índice.” O médico acredita que esse seja o preço mais caro que o homem paga por não cuidar do planeta. 

O Gpaci tem por objetivo oferecer assistência médica a todas as crianças e adolescentes do SUS – Sistema Único de Saúde - e demais convênios médicos. Durante o período de reforma, o Grupo acolheu para investigação 1.226 pacientes, dos quais 579 tiveram o diagnóstico de câncer ou doenças hematológicas. Segundo Viu, são diagnosticados cinco novos casos de leucemia por mês no Gpaci. Para ele, quando o hospital voltar a funcionar, será referência na região. “Teremos disponíveis 25 leitos. Será sem dúvida o melhor hospital de Sorocaba”, afirma. Os índices de cura chegam a 80% para leucemias e 60% para os tumores sólidos, índices compatíveis com os melhores hospitais do Brasil e do mundo. 

Desde 2007, o Gpaci dividiu as equipes de trabalho, e a internação e cirurgias estão sendo realizadas na sede da Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de Sorocaba. Lá os pacientes contam com apenas cinco leitos para atender a toda a demanda encaminhada pelo Grupo. 

A participação da sociedade é relevante para o bom funcionamento do hospital, despesas de custeio abrangem mais de 50% de toda arrecadação do Gpaci, incluindo assistência médica, quimioterápicas, exames e diagnósticos, materiais médico–hospitalares, medicação de alto custo e alimentação das crianças e acompanhantes. 

O desafio é atingir um saldo bancário no valor de R$ 2,4 milhões para garantir o funcionamento do hospital por quatro meses, até que seja obtido o credenciamento do hospital junto ao SUS como Unacon – Unidade de Assistência de Alta Complexidade em Oncologia Pediátrica e os devidos reajustes na tabela de taxas e serviços das operadoras de plano de saúde do setor privado.

CAMPANHA - Para poder levantar verba, o Gpaci está com uma campanha de vendas de 25 mil bilhetes que podem ser adquiridos ao preço unitário de R$ 15. O ganhador do sorteio, que será feito pela Caixa Econômica Federal, levará um carro novo, doado pela concessionária Abrão Reze, valendo no mercado R$ 45 mil. O sorteio está marcado para o final de junho e os bilhetes podem ser adquiridos diretos no Gpaci, na rua Antônio Miguel Pereira, 45, Jardim Faculdade. 

A diretora de eventos do Gpaci, Gláucia Blazeck, diz que o grupo precisa muito da ajuda da população em doações para o bazar que é feito bimestralmente. “O próximo bazar será nos próximos dias 11 e 12 e esperamos arrecadar roupas, calçados, acessórios e brinquedos. A doação é muito importante para o hospital”, fala. Depois de arrecadados, os produtos passam por triagem para a venda posterior. Gláucia conta que as peças recebidas são avaliadas e, caso pacientes do Gpaci precisem, são destinadas a elas primeiramente. “Felizmente, as pessoas procuram bastante o bazar, pois há produtos novos e usados, porém todos em bom estado.” As peças são trabalhadas por uma equipe de artesãos que deixam as roupas com detalhes especiais. 

Além da doação para os bazares, as pessoas podem ajudar com produtos doados diretamente no Gpaci. “São materiais de limpeza, higiene e escritório que constam em nossa lista de necessidades”, conta Gláucia. Para a diretora, a economia em pequenos itens pode ser bem aproveitada em outros setores. 

 

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