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<< PM de Sorocaba ajuda Honduras a fazer policiamento comunitário

Publicada em 27/02/2012 às 21:14
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Tenente-coronel PM Gilberto Tardochi da Silva, presidente de Honduras, Porfírio Lobo Sosa, ministro de Segurança e Cidadania, Pompeyo Bonilla, e o capitão PM Carlos Alexandre de Mello (Foto: Divulgação/7º BPMI)

A Polícia Militar de Sorocaba está ajudando forças de segurança pública de Honduras, país da América Central, e lhes forneceu conhecimentos técnicos. O capitão PM Carlos Alexandre de Mello e o sargento João Batista Ribeiro, ambos do 7º BPM/I, de Sorocaba, foram os escolhidos para implantar lá o conceito de policiamento comunitário.

Nos anos de 2009 e 2010, alguns oficiais e sargentos foram fazer o Curso de Polícia Comunitária no Japão, entre eles o capitão Mello e o sargento Ribeiro. Entre os dias 12 e 18 deste mês, o tenente coronel PM Gilberto Tardochi da Silva, do Departamento de Polícia Comunitária e Direitos Humanos da Polícia Militar do Estado de São Paulo, e o capitão PM Carlos Alexandre de Mello, do 7º BPM/I, estiveram em Honduras, realizando perícia técnica a fim de verificar o andamento do projeto de Polícia Comunitária naquele país, propondo melhorias.

Lá, eles foram recebidos pelo presidente da República, Porfírio Lobo Sosa, e pelo ministro de Segurança e Cidadania, Pompeyo Bonilla, quando destacaram a importância da filosofia de Polícia Comunitária na melhoria dos resultados criminais.

Como exemplo, desde que a PMESP se fundamentou em três pilares doutrinários, Polícia Comunitária, Gestão pela Qualidade e Direitos Humanos, o Estado de São Paulo apresentou redução na taxa de homicídios, baixando de 35,7 por cem mil habitantes em 1999 para 10 por cem mil habitantes em 2012. Um resultado superior ao programa “Tolerância Zero”, implantado em Nova York.

Também foram recebidos pelo embaixador brasileiro de Honduras, Zenik Krawctschuk, e pelo embaixador japonês de Honduras, Ishi Kato. Os oficiais fizeram visita técnica nas Bases Comunitárias de “Flor Del Campo”, “Residencial Aleman”, “La Joya”, na cidade de Tegucigalpa, capital hondurenha, e na Base Comunitária “Rio Blanco”, na cidade de San Pedro Sula.

Honduras possui hoje quatro Bases Comunitárias no modelo Koban, e pretende ampliar em mais cinco ou seis bases até o final do ano. Em todas são desenvolvidos diversos projetos sociais, palestras educativas, apoio a outras áreas da administração, como a fiscalização, obras, etc., que permitem uma melhoria do ambiente social e, consequentemente, da qualidade de vida da população, além da participação ativa da comunidade nas sugestões de melhoria. Em todas as áreas em que foi instalada, houve redução nos indicadores criminais.

Estão previstas mais duas visitas técnicas neste ano, no país de Honduras, por oficiais da PMESP. Iniciou-se neste ano o projeto de expansão dessa filosofia de policiamento em alguns países da América Central, sob a orientação da Polícia Militar do Estado de São Paulo.

Cooperação com Japão ajuda a formar base e métodos utilizados no Éden

O embrião da filosofia de Polícia Comunitária na Polícia Militar do Estado de São Paulo iniciou-se em 1985, quando foram criados os Conselhos de Segurança, que permitiram uma gestão participativa da comunidade na segurança pública. Em 1997, iniciou-se uma política de implementação da polícia comunitária no Estado, quando foram estudados diversos modelos no mundo, e em 1999, diversas edificações, denominadas “Bases Comunitárias” foram criadas. Pela ausência de padronização na forma de atuação, não atenderam a todas as expectativas.

Diante disso, em abril de 2004 foi firmado o “1º acordo de Cooperação Técnica Brasil/Japão”, entre a Polícia Nacional do Japão, pela Agência Internacional de Cooperação do Japão (Jica) e pela Polícia Militar do Estado de São Paulo, com a finalidade de operacionalizar o modelo japonês de polícia comunitária, baseada no modelo de bases fixas, denominadas Koban.

Esse novo modelo adotado foi adaptado às características socioeconômicas da sociedade de São Paulo. Hoje, a Polícia Militar do Estado de São Paulo possui 54 Bases Comunitárias que trabalham no modelo japonês, na Capital e no Interior. Em Sorocaba, foi criada a Base Comunitária “João Teodoro”, localizada no bairro do Éden, e que vem desenvolvendo diversos projetos naquela comunidade.

Em 2008, foi firmado o “2º Acordo de Cooperação Técnica Brasil/Japão”, entre a Jica e a PMESP, onde a PMESP comprometeu-se a ser o polo difusor do policiamento comunitário no modelo japonês nos demais Estados brasileiros e em vários países da America Latina. Foi nesse contexto que Honduras acabou sendo beneficiada com o policiamento comunitário.

 

  

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