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<< Operação especial fecha o cerco contra mosquito da dengue no Parque São Bento

Publicada em 25/02/2012 às 19:52
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A placa que avisa a proibição de jogar lixo está escondida no mato que toma o terreno (Foto: Fernando Rezende)
Após confirmar os dois primeiros casos de dengue autóctones deste ano na cidade, a Área de Vigilância em Saúde da Secretaria da Saúde de Sorocaba (SES) desenvolveu ontem, em caráter emergencial, uma operação especial contra a dengue no Parque São Bento, onde residem as duas pessoas infectadas. 

A ação foi promovida numa parceria entre as secretarias da Saúde (SES) e a de Parcerias (Separ), e contou com 17 agentes da Zoonoses e cooperados da Cooperativa de Egressos e de Famílias de Egresso de Sorocaba e Região (Coopereso). A equipe, munida de sacos de lixo e um caminhão para a coleta dos criadouros, percorreu 13 quarteirões da região.

De acordo com o agente José Pedro Neto, que fez o percurso com um carro de som anunciando a presença da equipe, a população tem contribuído com a operação, porém é sempre necessário informar que o caminhão recolhe apenas criadouros e não entulhos ou móveis velhos. “As pessoas sabem disso, mas é sempre bom lembrar porque, senão, o caminhão não dá conta de tanto lixo.” 

Ele informou que a operação, realizada em todos os sábados em diferentes bairros da cidade, foi direcionada ao Parque São Bento por ter sido o local onde dois munícipes contraíram a dengue. “É uma operação mais que especial devido à essa emergência em eliminar o mosquito e os criadouros aqui do bairro.”

A moradora de uma das ruas por onde a equipe passou, Vanessa Conceição da Silva, disse que se sente mais tranquila ao ver a operação sendo realizada, mas teme ainda não ser suficiente a ação por causa dos moradores que não estão em casa. “Se um vizinho está viajando ou trabalhando o dia todo, a casa dele não será visitada pela equipe e, assim, pode ficar para trás um criadouro do mosquito da dengue.” Como passa o dia todo fora de casa durante a semana, Vanessa disse que evita deixar recipientes que possam manter água parada. “Até a água do cachorro eu troco quando saio para trabalhar e quando volto. É melhor prevenir”, apontou.

PERIGOS NO BAIRRO – Em toda a extensão do percurso que a equipe fez no Parque São Bento, existem terrenos públicos e privados que estão tomados por mato. Os próprios moradores cobraram dos agentes providências quanto à limpeza e instalação de contêineres de lixo e caçambas de ecoponto ao redor desses terrenos. Porém, os agentes não prometeram nada, pois esse é um dever da Prefeitura Municipal.

Na rua Avelino dos Santos, por exemplo, uma grande área pertencente a uma empresa de loteamentos está coberta por mato. Ali os agentes encontraram e retiraram uma grande quantidade de lixo, como copinhos de plástico, que acumulavam água da chuva e estavam servindo de casa para a larva do mosquito. “A Prefeitura tem que fazer a limpeza, mas a população precisa colaborar não jogando lixo fora do lixo”, diziam os agentes. Por outro lado, alguns moradores respondiam que o problema era a falta de contêiner de lixo. “Não tem onde jogar o lixo, então, o pessoal joga no mato mesmo.”

De acordo com o chefe da Zoonoses, Leandro Arruda, quando a equipe passa por terrenos com grande quantidade de mato, onde estejam sendo despejados lixos, a Prefeitura é informada, através da respectiva Secretaria, para que tome providências. “Avisamos a secretaria, que, então, realiza o serviço de limpeza ou notificação do proprietário, em caso de terrenos particulares. O mesmo acontece quando a necessidade do bairro é de mais contêineres para lixo ou caçambas de ecoponto”, informou.

  

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