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<< Rompimento de dique alaga comunidade no Rio de Janeiro

Publicada em 05/01/2012 às 20:59
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As ruas viraram rios em Campos dos Goytacazes (Foto: Rafael Andrade/Folhapress)
Um dique do Rio Muriaé, em Campos dos Goytacazes, no norte fluminense, rompeu na manhã de ontem (5) e alagou uma área desabitada, próxima da comunidade de Três Vendas. Segundo a Defesa Civil do município, cerca de 4 mil pessoas vivem na localidade e terão de deixar suas casas.

A rodovia BR 356, que funcionava como um dique-estrada entre o rio e a comunidade de Três Vendas, não suportou a força das águas do Muriaé e acabou sendo destruída, abrindo espaço para a enchente. Campos dos Goytacazes já estava sofrendo com a cheia do Rio Paraíba do Sul, cujas águas estão a 11 metros, três metros acima do nível médio. 

Os cariocas devem receber do Ministério da Saúde quatro toneladas de remédios, luvas, ataduras e outros produtos de uso médico para socorrer seus municípios afetados pelas enchentes. O material é suficiente para 30 mil atendimentos. Cada pacote tem medicamentos como antibiótico, anti-inflamatório e analgésico, além de esparadrapo, máscara e seringas. O número de desalojados pelas chuvas no Estado ultrapassa 22 mil e o de desabrigados, 1,7 mil.

Em Minas Gerais, já são 71 municípios em situação de emergência por causa da chuva que atinge a região desde o fim do ano. Oito morreram, mais de 9 mil pessoas desalojadas e 436 desabrigadas. No Espírito Santo, 21 municípios estão em estado de emergência. A previsão é de que chova ainda mais na região. 

AMAZONAS EM ALERTA - A chuva intensa também atinge o Amazonas, desde dezembro, e ameaça principalmente os moradores dos municípios do norte e nordeste do Estado. Pelo menos 23 deles foram incluídos na listagem de estado de alerta. A situação se agravou devido a uma série de fenômenos climáticos, como o La Niña – que corresponde ao resfriamento acentuado da temperatura em determinadas regiões – e a movimentação da zona de convergência do Atlântico Sul. Várias áreas da região já alcançaram o índice pluviométrico esperado para o final de janeiro.

A elevação do nível dos rios colocou a Defesa Civil e o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet-AM) do Amazonas em alerta. A assessoria do Centro de Monitoramento Ambiental (Cemoa) da Defesa Civil do Amazonas informou que o período de chuva foi antecipado nos municípios de Eirunepé, Guajará e Ipixuna - todos na região do Alto Juruá.

No sul, seca - O Rio Grande do Sul elevou de 44 para 54 o número de municípios em estado de emergência em menos de 24 horas. O último boletim, divulgado pela Defesa Civil do Estado, informou que a quantidade de pessoas afetadas pela seca aumentou de 248.423 para 302.717 e o número de municípios com notificação preliminar de desastre chega a 29. A lavoura de milho foi a mais atingida, registrando perdas de 25% segundo a previsão de colheita feita pela Empresa de Assistência Técnica e Extersão Rural do Governo do Rio Grande do Sul (Emater/RS).

De acordo com a defesa civil, a cidade mais afetada é Frederico Westphalen, onde toda a população de 29 mil pessoas sofre com a estiagem. Pelos dados da Prefeitura, o prejuízo nas plantações foi 30% nas produções de soja e milho. A fruticultura teve quebra de 20% da produção e a plantação de fumo 15%, enquanto a pastagem bovina perdeu 15% da área plantada.

A Prefeitura de Frederico Westphalen informou também que áreas rurais e urbanas estão sendo abastecidas com água, pois há racionamento em todo o município. As principais atividades econômicas da cidade são a agroindústria e a metalurgia, e também a produção da agricultura familiar. As perdas causadas pela seca ainda estão sendo levantadas pelas autoridades locais.

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