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<< Bancos abrem as portas para atendimento

Publicada em 18/10/2011 às 21:42
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As agências bancárias da cidade abriram as portas e funcionaram normalmente (Fernando Rezende)
Após paralisar mais de 42 mil trabalhadores em todo o País, a greve dos bancários chegou ao fim depois de acordo firmado com a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban). Assembleias foram realizadas em sindicatos de diversas cidades, mas alguns que representam funcionários de bancos públicos decidiram dar continuidade ao movimento. Em Sorocaba, as agências bancárias abriram as portas e funcionaram normalmente.

A paralisação, que durou 21 dias e chegou a fechar 9.254 agências, continuou ontem por decisão dos sindicatos de Porto Alegre (RS), Florianópolis (SC), Pará e Chepecó (SC), que rejeitaram a proposta feita pela Caixa Econômica Federal. Também os funcionários do Banco do Brasil em Chapecó (SC) mantiveram a cobrança de avanços nas negociações específicas.

A proposta que foi aceita prevê reajuste de 9% sobre os salários e de 12% sobre o piso da categoria, que agora passa para R$ 1.400. Eles também vão receber 2,2 salários por ano, a título de Participação nos Lucros e Resultados (PLR). Pelo acordo, a categoria obteve reajuste real de 1,5%; o piso teve aumento real de 4,3%. Os bancários vão repor os dias parados até 15 de dezembro, sem que haja qualquer desconto nos vencimentos.

Para o presidente do Sindicato dos Bancários de Sorocaba e Região, Júlio César Machado, o crescimento do movimento grevista foi o responsável direto pela apresentação da proposta patronal decente. Entretanto, ele aponta que o índice de reajuste oferecido pelos bancos poderia estar melhor se os bancários que ficaram dentro das agências no período de greve tivessem ficado fora, ajudando os colegas na paralisação. “Os bancos tinham perfeitas condições de nos oferecer mais, porém não o fizeram porque viram que o sistema continuou funcionando. Os lucros continuaram e as metas foram batidas. Mas dentro do quadro, tivemos um bom resultado”, disse.

A Fenaban aceitou outras reivindicações como a que vai dispensar os bancários de fazer o transporte de valores, assim como proibir os bancos de divulgar o ranking de desempenho individual de cada bancário.
 
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