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<< Ministro dos Esportes quer facilitar investigações de corrupção em sua pasta

Publicada em 17/10/2011 às 23:28
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Orlando Silva se defendeu em entrevista coletiva (Foto: Válter Campanato/ABr)
O ministro do Esporte, Orlando Silva, protocolou ontem (17) ofício ao procurador-geral da República, Roberto Gurgel, solicitando ao Ministério Público que investigue as denúncias publicadas na edição desta semana da revista "Veja". No ofício, o ministro se coloca à disposição para prestar todos os esclarecimentos necessários. Hoje, ele vai depor às comissões de Turismo e Desporto e de Fiscalização e Controle da Câmara dos Deputados.

Em entrevista ao semanário, o militante do PCdoB (partido ao qual o ministro é filiado) e policial João Dias Ferreira acusou o ministro de envolvimento em um esquema de desvio de recursos do Programa Segundo Tempo, que destina verbas públicas a organizações não governamentais para incentivar a prática de esportes entre os jovens.

Silva concedeu entrevista coletiva, na qual negou veementemente as acusações, as quais classificou como falsidades. Ele também revelou que deverá recorrer à Justiça por calúnia e dano moral. "Não houve, não há e não haverá nenhuma prova das mentiras faladas por esse criminoso. Vou até o último recurso judicial possível para defender a minha honra", declarou. O ministro garantiu não saber quem é a pessoa que teria levado dinheiro em uma caixa à sua garagem.

O ministro da Secretaria Geral da Presidência, Gilberto Carvalho, declarou após conversa com Dilma Rousseff que a presidente está dando apoio a Orlando Silva, mas quer respostas concretas. "Objetivamente, tem que ficar provado que ele não deve nada. Ele tem que ser convincente”, disse. 

PF NO CASO - O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, disse que vai encaminhar ao diretor-geral da Polícia Federal, Leandro Coimbra, pedido de investigação sobre as denúncias.

Para Cardozo, tudo será facilitado porque o próprio acusado pediu-lhe que determinasse a investigação. "Todos aqueles que tenham contribuído para os fatos supostamente ocorridos serão ouvidos pela Polícia Federal, que tomará como ponto de partida investigações que já estavam em andamento sobre convênios firmados pelo ministério. Uma vez identificados novos fatos, estes poderão envolver a abertura de um novo inquérito."

Cardozo disse que vão ser tomadas medidas dentro do que a lei determina e tudo será feito de forma criteriosa, independente, autônoma e republicana.

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