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<< Greve acaba e bancários retornam ao trabalho hoje

Publicada em 17/10/2011 às 23:18
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Assembleia no Sindicato dos Bancários de Sorocaba aprovou o fim da paralisação (Foto: Jota Abreu)
Os bancários voltam a trabalhar hoje, depois de 21 dias parados em greve por aumento salarial. Na noite de ontem, em assembléias realizadas em diversas cidades do País – incluindo no sindicato da categoria em Sorocaba – eles decidiram pelo fim das paralisações. Na última sexta-feira, 161 das 244 agências da região haviam aderido à greve, somando mais de 3.200 funcionários de um total de 4.802. 

Ontem mesmo, bancários de diversas cidades do País, especialmente do interior de São Paulo, já haviam começado a retornar ao trabalho, segundo informações do presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf), Carlos Cordeiro. Em Sorocaba, 90% das agências particulares também funcionaram nesta segunda-feira e até algumas estatais abriram. Os sindicatos de todo o País aceitaram a proposta apresentada na última sexta-feira (14) pela Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) para o fim da greve. 

A proposta da Fenaban estabeleceu reajuste de 9% sobre os salários e de 12% sobre o piso da categoria, válido a partir de 1º de setembro. O valor do piso sobe de R$ 1.250 para R$ 1.400. Os bancários vão receber da instituição em que trabalham até 2,2 salários por ano, a título de Participação nos Lucros e Resultados (PLR). Pelo acordo, a categoria conquistou aumento real de 1,5%, e para o piso da categoria, o aumento real foi 4,3%. Os bancários vão repor os dias de paralisação até 15 de dezembro, o que afastou a possibilidade de desconto dos dias parados. Esta garantia valia apenas até esta segunda-feira. 

Além do campo financeiro, devem ser garantidos avanços na questão social e no que se refere à segurança. Ficou acertado, por exemplo, que os bancários não vão trabalhar no transporte de valores, o que porá fim à violência que muitos sofrem, principalmente no interior, com a ocorrência inclusive de casos de mortes.

Também haverá proibição da divulgação pelos bancos de ranking sobre o desempenho individual de bancários, o que estaria provocando constrangimentos no local de trabalho.  

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