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<< Secretária da Juventude assume erro em distribuição de fôlderes Frases do tipo “na hora de cheirar, tenha o seu próprio canudo”; “se tiver experimentado uma nova droga ou mudado de fornecedor, por precaução, divida-a em partes”; faziam parte do encarte

Publicada em 13/09/2011 às 19:05
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Edith: “Acho que o poder municipal deve investir mais. Só isso não basta” (Foto: Fernando Rezende)
A secretária da Juventude, Edith Di Giorgi, esteve ontem na Câmara Municipal para explicar o erro na distribuição de encartes, que, de acordo com o Ministério da Saúde, deveriam ser entregues apenas aos jovens que usam drogas injetáveis, mas acabou chegando à população geral, inclusive nas mãos de crianças. 

Na bancada do Plenário, após uma apresentação sobre os trabalhos realizados na cidade pela Secretaria, Edith foi questionada pelos vereadores e reconheceu o erro, mas pediu ajuda financeira para que os programas possam ser melhorados. O vereador Hélio Godoy (PTB) foi quem levou os encartes à Câmara chocando os companheiros quanto ao conteúdo apresentado neles. 

Frases do tipo “na hora de cheirar, tenha o seu próprio canudo”; “se a primeira dose do pó não bateu legal, descarte-a”; “se tiver experimentado uma nova droga ou mudado de fornecedor, por precaução, divida-a em partes”; “para fortalecer as veias, pressione com as mãos uma bolinha de borracha ou de papel”; faziam parte do conteúdo do encarte, que, segundo Edith, deveria ter sido entregue a um público específico. “Nós focamos na redução de danos, pois essas pessoas já fazem uso de drogas. Se ela não consegue deixar de usar, que ela corra o mínimo de risco possível”, justifica.

De acordo com a assessoria da Prefeitura, a distribuição incorreta aconteceu porque a equipe que trabalhava no Território Jovem do Jardim Ipiranga, na época, acabou deixando o material específico junto com outros que poderiam ser entregues a qualquer pessoa. “É claro que foi um erro, mas é um conteúdo feito pelo programa DST/Aids do governo e os municípios repassam, por isso é para um público alvo”, informou Edith. O material foi criado em 2006 pelo governo federal e até hoje continua sendo distribuído nos municípios.

Para o vereador Hélio Godoy, o debate precisa ser ampliado para que a política antidrogas chegue a toda a sociedade e não só aos atendidos pelas ações da Secretaria. Edith respondeu que, devido à falta de recurso, é preciso fazer escolhas e que o ideal seria ter ações envolvendo todas as camadas da sociedade, não descartando a possibilidade de parcerias. Para isso, ela insistiu no aumento do orçamento destinado aos serviços de combate às drogas. “Acho que o poder municipal deve investir mais. Só isso não basta”, disse.

NOVOS DEBATES - O vereador Hélio Godoy anunciou que no próximo dia 21 haverá audiência pública para aprofundar o tema, inclusive com a participação da Defensoria Pública. Já o vereador Irineu Toledo (PR) convidou a secretária para participar do seminário que o grupo evangélico Força Jovem fará na Câmara no dia 14 de outubro para discutir o problema das drogas.

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