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<< Caso Ruby: Comissão de Ética ouve integrantes da Banda Êxtase Mais uma vez, oitiva não consegue provas de remuneração do vereador; banda ainda não recebeu da Prefeitura

Publicada em 31/08/2011 às 18:58
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O baixista Rodnei Oliveira negou remuneração de Ruby e disse que vereador se apresentou como convidado (Foto: Divulgação AI/CMS)
A segunda oitiva realizada como parte do processo disciplinar aberto pela Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara dos Vereadores para apurar a participação de Emílio Souza de Oliveira, o Ruby, na 32ª Festa Junina Beneficente de Sorocaba, também não conseguiu levantar as supostas violações à Lei Orgânica do Município. O motorista Rodnei Oliveira, baixista, cantor e líder da Banda Êxtase, confirmou que não houve qualquer remuneração ao vereador pela apresentação.

Nei, como é conhecido, se declarou responsável pela banda - formada por mais quatro integrantes - e explicou que Ruby não é integrante do grupo, tendo sido convidado para dar uma "canja" de quatro ou cinco músicas, por cerca de quinze minutos. Ele confirmou outras participações de Ruby na Banda Êxtase, que já existe há 17 anos, mas sempre como convidado, nunca como integrante, e negou de forma veemente qualquer pagamento ao vereador. "Ruby não recebeu e nem iria receber", disse, explicando que pagou do próprio bolso os demais integrantes da banda, já que o pagamento do cachê ainda não foi efetuado pela Prefeitura.

Sobre o ofício nº 050/2011, em que o nome do vereador Ruby aparece como sendo o vocalista da banda, Nei disse desconhecer a autoria do documento, que não está assinado. Na semana passada, os funcionários da Secretaria de Cultura ouvidos pela comissão declararam que o papel havia sido entregue à secretaria pelo baixista. Ele negou ainda a troca do nome da banda, de Nova Geração para Êxtase, informação dada também pelos funcionários municipais. Nei confirmou que negociou verbalmente a participação da banda com Edmilson Shelles Martins, diretor de Lazer, por R$ 1.200, mas isentou Ruby de qualquer interferência.

O líder da banda afirmou ainda que Ruby não fez nenhum discurso político, nem sequer foi apresentado como vereador. “Apenas mandou um abraço ao pessoal da Vila Helena presente no show”, afirmou. Em seguida, a comissão ouviu o depoimento de Claudia Fernanda do Nascimento, esposa de Rodinei, que apenas confirmou ter cedido o número de sua conta corrente para depósito do pagamento da banda pela Prefeitura. 

PROCESSO – Em 16 de agosto, a Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara decidiu pelo prosseguimento de um processo disciplinar aberto contra o vereador Emilio Souza de Oliveira (Ruby). Dez membros compõem a Comissão: o presidente José Crespo (DEM), o relator  Rozendo de Oliveira (PV) e os vereadores Antonio Carlos Silvano (PMDB) Anselmo Neto (PP), Hélio Godoy (PTB), José Francisco Martinez (PSDB), Ditão Oleriano (PTB), Gervino Gonçalves (PR), Irineu Toledo e Francisco França da Silva (PT).

O processo continua em fase de instrução, conduzida pelo relator. Concluída a instrução, Emilio Ruby terá vistas ao processo, para defesa final. Em seguida, o relatório do caso será votado pelo Plenário da Câmara.
 
 
 
 
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