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<< A Rota da PM em Sorocaba

Publicada em 29/08/2011 às 20:08
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Para o vereador João Donizeti, a Rota deve sanar o déficit de efetivo que existe no município (Foto: Fernando Rezende)
Para o vereador João Donizeti (PSDB), Sorocaba está precisando de um policiamento especializado para reforçar o efetivo da segurança pública. Por meio de requerimento aprovado no Legislativo, o vereador João Donizeti (PSDB) está solicitando a instalação em Sorocaba de uma unidade da Rotas (Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar), um policiamento especializado da Polícia Militar de São Paulo. A intenção é colaborar com a segurança e sanar o déficit de efetivo que existe no município.

"Hoje contamos apenas com 600 homens da PM para cuidar da nossa população, que já está próxima de 600 mil habitantes. É um efetivo pequeno de policiais, abaixo do ideal, sobretudo levando-se em conta que, diante do acelerado progresso de Sorocaba, a tendência é que a criminalidade urbana, típica das grandes cidades, também aumente no município", argumenta o vereador.    

A Rota constitui-se numa força tática da Polícia Militar, que visa possibilitar flexibilidade e capacidade de reação com o uso do policiamento motorizado. A unidade é capacitada para atender todo tipo de ocorrência, especialmente aquelas de maior complexidade, que o policiamento comum não tem condições de atender. Daí, no entender de João Donizeti Silvestre, a importância de trazer a Rota para Sorocaba.

"A Rota é a elite da Polícia Militar em São Paulo. Essa força não pode ser deslocada sem necessidade. Se tiver que ser trazida à nossa cidade, tem que partir direto do alto comando da polícia. Pessoalmente acho que os oficiais da Força Tática da Polícia Militar de Sorocaba dão conta das necessidades de Sorocaba e região quanto às questões mais perigosas que enfrentam." Essa é a opinião do delegado seccional de Sorocaba, André Moron.

A comandante do Comando do Policiamento do Interior-7 (CPI-7), coronel Fátima Ramos Dutra, afirma que um replanejamento pode ajudar a resolver questões dessa natureza. "Nossos policiais da Força Tática cumprem a contento a árdua missão de ser a elite de nossa polícia aqui na cidade. Entendemos e apreciamos as aspirações da comunidade em sempre querer o melhor para garantir mais segurança, mas uma análise mais profunda, em um debate, inclusive, com os Consegs, é necessária nesse assunto de trazer uma unidade da Rota para Sorocaba".   

"Obviamente a Rota e a Força Tática da PM de Sorocaba possuem suas diferenças, mas acho que Sorocaba não enfrenta grandes problemas para ter uma unidade desse poderio aqui. Melhorar o efetivo já existente e manter a integração de nossas polícias, que consegue manter os níveis de criminalidade na nossa cidade em patamares aceitáveis para o tamanho dela, parece ser o melhor caminho”, explica o secretário de Segurança Comunitária de Sorocaba, coronel Roberto Montgomery, que já foi policial militar.
 
 
 
Conseg da Zona Industrial quer
mais um batalhão da PM na cidade

O Conselho Comunitário de Segurança da Zona Industrial, em parceria com o Conseg Centro estão solicitando ao Governador Geraldo Alckimin (PSDB), por meio do vereador João Donizeti (PSDB), que Sorocaba seja contemplada com mais um Batalhão da Polícia Militar. 
 
A proposta do 2º Batalhão faz parte das metas elaboradas pelo recém-formado Conseg-Conselho de Segurança da Zona Industrial, que estabeleceu como missão: "Fazer com que os interesses públicos relacionados à segurança sobressaiam aos particulares, por meio de soluções criativas e eficazes, baseadas na ética, qualidade e transparência".  

"Vários municípios do Estado, do mesmo porte de Sorocaba conseguiram ampliar o policiamento preventivo, como Ribeirão Preto, que tem uma população de 563 mil habitantes, e São José dos Campos - com 615 mil habitantes, e possuem dois Batalhões da PM", argumenta César Ernani, presidente do Conseg da Zona Industrial, que lembra ainda da cidade de Campinhas, com cerca de um milhão de moradores e três unidades do grupamento.
 
Os Consegs da Zona Industrial e do Centro iniciaram uma campanha que pretende coletar 20 mil assinaturas fazendo tal solicitação. A campanha teve início no dia 13 passado, na praça Coronel Fernando Prestes, com a intenção de buscar apoio da sociedade civil.

Hoje, eles se reúnem na Casa do Cidadão do Éden, a partir das 19 horas, para debater o assunto e coletar assinaturas na zona industrial. No encontro estão confirmadas as presenças do comandante do 7º Batalhão da PM, o coronel Vitor Gusmão e do coordenador dos Consegs do Estado de São Paulo, o tenente coronel Alexandre Marcondes Terra.

Representantes de vários Consegs focam que o aumento de visibilidade que a zona norte da cidade vai ganhar com as instalações de novas fábricas, como a Toyota, e de novos empreendimentos comerciais, como shoppings, irá causar uma concentração enorme de novas pessoas circulando, consumindo e habitando nessa nova área promissora. E isso significaria, necessariamente, mais policiamento. A melhor maneira seria prevenir a situação vindoura.



Força Tática

A Força Tática atua preferencialmente em regiões específicas que apresentam certas peculiaridades com especial atenção àquelas com mais elevados índices de criminalidade e ou violência, considerados especialmente os homicídios e roubos. Suas principais ações são: a prevenção setorizada, com intensificação ou saturação localizada de policiamento, repressão ao crime organizado ou em locais com alto índice de crimes violentos, ocorrências de vulto, eventos de importância, controle de tumultos de pequenas dimensões e ações para restauração da ordem pública que não justifiquem a mobilização do efetivo do Batalhão de Choque.

Seu patrulhamento tático é motorizado - executado com viaturas do tipo caminhonete cabinada (SUV: Sport Utility Vehicles) e com reforço de armamento e equipamento diferenciado que lhe permite enfrentar situações de confronto de maior intensidade nas quais as equipes regulares de policiamento, devido ao seu equipamento menos especializado.



Rota - elite da PM que 
confronta marginais com rigor  

Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar, mais conhecidas pelo seu acrônimo ROTA, é uma modalidade de policiamento do 1º Batalhão de Policiamento de Choque - "Tobias de Aguiar" - e uma tropa reserva do Comando Geral da Polícia Militar do Estado de São Paulo.

Constitui-se numa força tática da Polícia Militar, que visa possibilitar flexibilidade e capacidade de reação com o uso do policiamento motorizado. Utilizada na necessidade do controle de distúrbios civis através do agrupamento de viaturas, conforme o caso, Grupo de combate, Pelotão, Companhia ou Batalhão de Choque.

Desde sua criação, o Batalhão teve seu efetivo presente em conflitos marcantes na história do Brasil.  Revolução Constitucionalista de 1932, quando o povo paulista levantou-se contra o governo Getúlio Vargas e lutou pelo retorno do Brasil à Constitucionalidade, aclamando Pedro de Toledo como governador; Golpe Militar de 31 de março de 64, quando participou da derrubada do Presidente da República João Goulart, democraticamente eleito, dando início ao governo militar com o General Castelo Branco; e Campanha do Vale do Rio Ribeira do Iguape, em 1970, para sufocar a Guerrilha Rural instituída por Carlos Lamarca, um dos líderes da oposição armada ao governo militar.

"Rota 66 - A Historia da Polícia que Mata" é um livro do jornalista brasileiro Caco Barcellos, que trata do assassinato de um grupo de jovens de classe média de São Paulo por uma ação equivocada de uma unidade das Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota). A partir deste ponto o fato se torna o elo entre tantos outros assassinatos sem explicação realizados pela Policia Militar. O livro foi feito após o assassinato jovens de classe média depois de um engano dos PMs. O jornalista busca fatos e milhares de histórias de violência policial na grande São Paulo. 



 Audiência pública para debater segundo batalhão
 
Outra mobilização está marcada para o dia 19 de outubro, às 19 horas.  O vereador João Donizeti Silvestre (PSDB) convocou uma Audiência Pública, na Câmara de Sorocaba, para debater a necessidade do Município de receber um segundo Batalhão da Polícia Militar. De acordo com o autor da proposta, este é "o momento ideal para que as autoridades do Estado se manifestem sobre a possibilidade de Sorocaba ser contemplada com o investimento na segurança".
 
Para a deputada Maria Lúcia Amary (PSDB), a criação de um novo batalhão policial seria oportuna. "O perfil da região mudou e só tende a crescer com a vinda da Toyota. Precisamos pensar no impacto social e em políticas públicas a longo prazo", disse. Maria Lúcia não descartou, também, a possibilidade de trabalhar por duas novas seccionais de polícia, em Votorantim e Itu, visando desafogar Sorocaba. 
 
 
 
 
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