Sexta-Feira, 5 de Junho de 2020

Diário de Sorocaba





Leia a edição impressa na íntegra


Clique aqui para acessar a edição do dia
buscar

<< Previdência vai corrigir aposentadorias e pensões No pagamento de setembro, 117.135 pessoas começarão a receber as diferenças mensalmente; atrasados podem ser parcelados

Publicada em 12/07/2011 às 20:17
Compartilhe: IMPRIMIR INDICAR COMENTAR

De acordo com o ministro Garibaldi Alves (ao centro), o segurado não precisa procurar a Previdência, pois a revisão será automática (Foto: Fabio Rodrigues Pazzebom/ABr)
Em cumprimento a uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), o Ministério da Previdência Social anunciou ontem que vai revisar os benefícios de 131.161 segurados, como aposentados e pensionistas. 

Em setembro do ano passado, o Supremo determinou que o governo revisasse os benefícios concedidos no período de 5 de abril de 1991 a 1º de janeiro de 2004, que foram limitados ao teto previdenciário da época em que o trabalhador aposentou-se. 

Nesse período, quem tinha direito a receber mais que o teto teve o benefício reduzido para se enquadrar no limite legal. Essa diferença acabou não sendo incorporada posteriormente. A decisão judicial de incorporar a diferença foi publicada no início deste ano.

A partir da folha de agosto, paga no início de setembro, 117.135 pessoas já começarão a receber as diferenças mensalmente. Segundo o ministro Garibaldi Alves, o segurado não precisa procurar a Previdência para solicitar a revisão, que será automática. “O aposentado receberá essa revisão sem precisar tomar nenhuma iniciativa”, garantiu. O impacto da revisão para os cofres da Previdência Social será de R$ 28 milhões por mês.

Quanto ao pagamento do retroativo, que soma R$ 1,69 bilhão, a Previdência ainda não sabe como irá proceder. Técnicos da pasta vão se reunir com o Ministério da Fazenda e com a Advocacia-Geral da União (AGU) hoje para definir como será feito o pagamento do passivo acumulado ao longo de todos esses anos. Uma das ideias é parcelar os atrasados, que tem valor médio de R$ 11,5 mil por segurado.

“Dependemos agora de uma decisão da equipe econômica”, disse o presidente do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), Mauro Luciano Hauschild.
 
 
 
 
Não há comentários nessa notícia.Seja o primeiro a comentar