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<< Governo não fará propaganda de opções sexuais, diz Dilma

Publicada em 26/05/2011 às 22:10
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Dilma Rousseff falou à imprensa após evento no Palácio do Planalto (Foto: ABr)
A presidente Dilma Rousseff afirmou nesta quinta-feira (26) que não concorda com o conteúdo do kit de combate à homofobia que seria distribuído nas escolas públicas de Ensino Médio por não atender ao objetivo de combater a discriminação contra homossexuais. Na avaliação de Dilma, o governo não deve fazer propaganda de opções sexuais.

“O governo defende a educação e a luta contra práticas homofóbicas, no entanto não vai ser permitido a nenhum órgão do governo fazer propaganda de opções sexuais nem podemos interferir na vida privada das pessoas. O governo pode, sim, ensinar que é necessário respeitar a diferença e que você não pode exercer práticas violentas contra os diferentes”, disse, após participar de cerimônia no Palácio do Planalto.

Dilma relatou que assistiu apenas a um trecho de um dos três vídeos produzidos para integrar o kit e que vazaram na internet. Ela reiterou que a questão será revisada pelo governo. “É uma questão que o governo vai revisar, não haverá autorização para esse tipo de política de defesa de A, B ou C. Agora, lutamos contra a homofobia.” 

Na última quarta-feira, depois de reunião entre a bancada religiosa e o ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho, o governo informou que decidiu suspender todas as produções que estavam sendo editadas pelos ministérios da Saúde e da Educação sobre a questão da homofobia.

INEFICIENTE - O ministro da Educação, Fernando Haddad, explicou que os kits de combate à homofobia deverão ser refeitos porque a presidente Dilma Rousseff não gostou do seu conteúdo. Eles serão submetidos à comissão de publicações do Ministério da Educação (MEC) para que seja produzida uma nota técnica apontando quais mudanças deverão ser feitas.

“A presidente entendeu que esse material, na opinião dela, não combate a homofobia. Ela entende que ele não foi desenhado de maneira apropriada para promover aquilo que ele pretende, que é o combate à violência, à humilhação e à evasão desse público da escola”, afirmou o ministro.

Segundo Haddad, a presidente determinou que seja criada uma comissão de avaliação na Secretaria de Comunicação (Secom) da Presidência da República para avaliar qualquer material que seja produzido por ministérios que dialoguem com questões relativas a costumes.

“Houve muita confusão a respeito. Quando uma discussão deixa de ser técnica e passa a ser política, você tem muita dificuldade de organizar um debate racional sobre o assunto. Em um contexto em que as pessoas deixaram de lado a racionalidade e passaram a colocar a política em primeiro lugar é muito difícil fazer uma avaliação. Por isso que a presidente, com razão, mandou suspender porque o cenário é muito impróprio para o debate”, explicou.

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