Domingo, 16 de Junho de 2019

Diário de Sorocaba

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<< Moradores se mobilizam contra reintegração de posse

Publicada em 26/05/2011 às 21:50
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Os moradores alegam que reintegração de posse foi acionada pela Ramires Diesel por causa da supervalorização do local (Foto: Fernando Rezende)
Com medo da possível reintegração de posse no Jardim Santo André 2, cerca de 200 pessoas protestaram na manhã de ontem pelas avenidas Itavuvu e Ipanema, a fim de chamar a atenção da sociedade e evitar que sejam retirados de seus lares no próximo domingo. O prefeito Vitor Lippi já anunciou que a ação não ocorrerá, mesmo assim as 330 famílias do bairro defendem que não querem sair de suas casas.

O bairro existe há 15 anos. A empresa Ramires Diesel briga na justiça para recuperar a área de 120 mil metros quadrados. A reintegração de posse pode acontecer no domingo, mas a Prefeitura de Sorocaba pediu à 2ª Vara Cível que a ação seja adiada para agosto, quando as famílias serão transferidas para um conjunto habitacional próximo do Jardim São Guilherme, já que neste momento teriam de ficar abrigadas em escolas ou em casas de parentes. 

O auxiliar de produção, Gilberto Cordeiro, alega que sua residência no Jardim Santo André tem 250 mil metros quadrados de construção e está avaliada em R$ 130 mil. “Não quero sair da minha casa para morar em um lugar com cerca de 40 mil metros quadrados, e ainda ter de entrar em um financiamento de 20 anos.”

Os moradores alegam que pagaram pelo lote e que a reintegração de posse foi acionada pela empresa devido à supervalorização do local, já que por ali passará o complexo Ulysses Guimarães do programa Sorocaba Total.

O protesto reuniu 200 moradores e saiu às 7h30 do Jardim Santo André 2, passando pela Casa do Cidadão, na avenida Itavuvu, e parou o trânsito na avenida Ipanema. A dona de casa Regina Aparecida Muniz explica que o objetivo é chamar a atenção da população e das autoridades para que uma solução seja apresentada. “Queremos deixar claro que não somos invasores, compramos o terreno e lutamos para construir nossas casas”, defende. 

A saída dos moradores do bairro é inevitável, já que, de acordo com informações da Prefeitura, 70% da área estão sujeitas a inundar por causa do rio. “Apenas cerca de 20% sofre com alagamentos, mas, se a empresa pode aterrar e utilizar o terreno, por que a Prefeitura não pode fazer isso para continuarmos no bairro?”, pergunta Regina.

Mais um manifesto deve ocorrer na manhã de hoje. Os moradores sairão do bairro às 7 horas, rumo ao Paço, onde pretendem se reunir com o prefeito para debater o assunto.

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