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Diário de Sorocaba

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<< Dilma visita áreas atingidas e defende esforço conjunto

Publicada em 13/01/2011 às 21:39
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Dilma Rousseff visita áreas atingidas no município de Nova Friburgo, na região serrana (Foto: Valter Campanato/ABr)
A presidente Dilma Rousseff afirmou ontem, em entrevista coletiva no Rio de Janeiro, que o trabalho de prevenção para evitar catástrofes como a que ocorreu na quarta-feira (12) na região serrana do Estado, deve ser feito em conjunto entre os governos federal, estadual e municipal.

Dilma negou que na gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva tenha ocorrido falhas no repasse de recursos para obras preventivas no Rio de Janeiro. “Houve no Brasil um absoluto desleixo em relação à população de baixa renda, que foi morar na beira de córrego, do rio e em encosta dos morros”, afirmou a presidente em entrevista coletiva concedida ao lado do governador Sérgio Cabral, após sobrevoar as regiões atingidas pelas chuvas.

“Essa é uma questão que jamais achamos [no governo Lula] e, no meu governo, continuarei não achando que o problema é do Estado e do município. É um problema do governo federal de fazer uma política de saneamento e habitação. É um problema do governo estadual fazer a mesma política e somar esforços e não é um problema do município de ordenar devidamente a ocupação do solo urbano. O que está certo é que a gente diminua o efeito dessas chuvas, essa é a nossa missão."

CATÁSTROFE - As chuvas que atingem a região serrana do Rio de Janeiro já mataram mais de 465 pessoas - 423 delas já identificadas - até as 18h30 de ontem, segundo informações das prefeituras de Petrópolis, Teresópolis e Sumidouro e também do comando do Corpo de Bombeiros e da Polícia Civil no Estado do Rio. 

Nova Friburgo, segundo a Polícia Civil estadual, é a cidade mais atingida pela destruição, com a soma de ao menos 199 vítimas já identificadas - entre as quais, três bombeiros. O comandante dos bombeiros no RJ, Pedro Machado, estima que há pelo menos 160 corpos no necrotério improvisado na Praça Getúlio Vargas, região central. O local está preparado para receber 400 corpos.

Teresópolis, segundo a Prefeitura, tem 208 mortos, 176 deles já identificados pela Polícia Civil. Petrópolis e Itaipava têm 39 mortes (35 já identificados), segundo o Corpo de Bombeiros e a Prefeitura local. Ontem, houve registro de 19 mortos (13 com identificação) também na cidade de Sumidouro, na microrregião de Nova Friburgo.

Segundo a Prefeitura local, todos os corpos estavam no distrito de Campinas, na zona rural. Ainda conforme a Prefeitura, é a quinta situação de mortes em deslizamentos causados pela chuva desde novembro do ano passado. Sumidouro está em estado de emergência desde dezembro de 2010.

Em Nova Friburgo, segundo o comandante dos bombeiros, há mais de 220 desaparecidos; a área que concentra quase metade deles, 100, é a Granja Pinelli, de difícil acesso. Os números de mortos em toda a região serrana podem aumentar, já que as buscas por mais vítimas devem continuar nos próximos dias e as áreas são de difícil acesso.

REMOÇÃO DAS FAMÍLIAS - Pelo menos 5 mil famílias que moram em encostas ou nas margens de rios na região serrana do Estado, consideradas de extremo risco, terão de ser removidas. O anúncio foi feito ontem pelo secretário estadual de Assistência Social e Direitos Humanos, Rodrigo Neves. Ele garantiu que o governo pagará aluguel social para essas famílias até que sejam reassentadas, e que os recursos para isso serão solicitados ao governo federal.

Neves explicou que a remoção das famílias será coordenada pelo Gabinete da Assistência Social, criado por orientação do governador Sérgio Cabral, que vai congregar as secretarias de Assistência Social dos municípios de Petrópolis, Teresópolis e Friburgo.

Segundo a Defesa Civil do Estado, já são mais de 3 mil famílias desabrigadas na região serrana. Elas estão sendo acolhidas em ginásios e escolas públicas e já começaram a receber colchonetes, roupas, material de higiene pessoal e de limpeza e alimentos não perecíveis.
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