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<< Mulheres sorocabanas ingerem mais álcool que média nacional De acordo com estudo, o costume feminino de beber até quatro vezes na semana é 9% maior que em outras regiões do País

Publicada em 08/12/2010 às 20:28
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(Foto: Pedro Henrique Negrão)


Uma pesquisa feita pelo aluno do curso de Hotelaria na Universidade de Sorocaba (Uniso), Rafael Sartorelo, para o trabalho de conclusão do curso, revelou que, em Sorocaba, o consumo de bebida alcoólica é maior que a média nacional, inclusive entre as mulheres, que chegam a beber até três vezes por mês e superam o índice masculino. O trabalho foi apresentado no último dia 29 e trouxe à luz informações inéditas sobre um assunto pouco discutido na sociedade. 

O objetivo da pesquisa, conforme Sartorelo, era avaliar a aceitação da cachaça brasileira e reunir subsídios que permitam conhecer os hábitos de consumo de bebidas alcoólicas na cidade, identificar as preferências e detectar preconceitos. Conforme o estudo, as sorocabanas estão em um patamar superior ao do restante do País, onde 20% delas admitem beber até quatro vezes em uma semana, enquanto a média brasileira entre as consumidoras do sexo feminino é 11%.

O estudante comparou os dados obtidos na pesquisa de campo com estudos feitos em nível nacional por especialistas e chegou à conclusão de que, em Sorocaba, o índice de mulheres que admitem consumir bebidas alcoólicas, até três vezes por mês, é mais que o triplo da média brasileira - 51% na cidade, contra 16% em todo o País. Entre os homens este índice não passa de 35% em Sorocaba e 19% no País.

Quem reconhece crescimento no número de mulheres que ingerem qualquer tipo de bebida alcoólica é a comerciante Joyce Tereza da Cunha, 27 anos, que também gosta de beber quando sai com amigos nos finais de semana. “Na minha roda de amigos tem muitas mulheres e praticamente todas gostam de beber”, disse.

O número informado na pesquisa foi resultado de coleta realizada durante o mês de agosto na Cidade Universitária da Uniso, por meio de questionários respondidos por alunos, professores e funcionários. O formando ouviu 50 homens e 50 mulheres de todas as faixas etárias a partir dos 18 anos de idade. “Escolhi coletar as informações na própria universidade porque encontrei nela uma miniatura da pirâmide social local, com todas as camadas econômicas e culturais representadas; é como uma mini-Sorocaba”, explica.

As proporções apontadas na pesquisa quase se invertem quando avaliam a abstinência, pois 16% das sorocabanas asseguram que não bebem, enquanto em todo o Brasil o índice sobe para 59%. O trabalho avaliou ainda outros aspectos relacionados ao consumo de álcool na cidade, entre eles as bebidas preferidas. Enquanto 43% dos consumidores masculinos optam por cerveja, 27% por vinho, 20% por ice, 12% por vodca ou rum e uísque, e 11% por cachaça, as mulheres se dividem em 37% que preferem vinho, 24% optam por cerveja, 12% por vodca ou rum, e 8% ficam com uísque.

A vendedora Jéssica Monique, 19 anos, faz parte do grupo das 24% que preferem cerveja. Mesmo dizendo que costuma beber moderadamente e apenas em ocasiões especiais, a jovem revelou sua bebida predileta. “Quando bebo, gosto de cerveja.”
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