Sexta-Feira, 5 de Junho de 2020

Diário de Sorocaba





Leia a edição impressa na íntegra


Clique aqui para acessar a edição do dia
buscar

<< Dossiê com denúncias do CHS é entregue à Justiça

Publicada em 16/09/2010 às 20:38
Compartilhe: IMPRIMIR INDICAR COMENTAR

Manifestação e denuncias chamam a atenção dos usuários do CHS (Foto: Pedro Henrique Negrão)

Os funcionários do Conjunto Hospitalar de Sorocaba (CHS) reuniram-se ontem em frente ao estacionamento para manifestar suas reivindicações, entre elas, a saída da diretoria. A categoria recebeu denúncias de que a cota de plantões extras estão sendo passadas para integrantes da diretoria, além da troca de funções e terceirização. De acordo com a enfermeira Maria Guilherme, que faz parte do projeto “Agita Saúde”, foi contratado um advogado para que entregue o dossiê à promotoria da Justiça, que deve investigar as denúncias.

O presidente do Sindicato da Saúde Pública do Estado de São Paulo, Benedito Augusto de Oliveira, explica que o CHS está entregando o hospital para a iniciativa privada, por causa das terceirizações e também a troca dos funcionários de setores. “A iniciativa privada está recebendo dinheiro público, transformando o serviço em precário. Deveria ter licitação entre as empresas.”

A enfermeira Maria Guilherme conta que atualmente o CHS conta com aproximadamente dois mil funcionários e, após a entrada da diretoria, em 2008, chefiada por Ricardo Salim, mais de 200 funcionários tiveram suas funções desviadas. “A equipe de bucomaxilar tem de atender no ambulatório e estão impedidos de realizarem cirurgias”, relata.

O presidente do Sindicato dos Médicos de Sorocaba e Região (Simesul), Antônio Sérgio Ismael, também esteve na manifestação e, de acordo com ele, o CHS está sucateado há 30 anos. “O hospital atende a dois milhões de habitantes de 54 municípios. O problema é que não há gestão que defina as soluções.”

Em 26 de agosto, a categoria promoveu assembléia e deputados ficaram encarregados de enviar as solicitações para a Assembléia Legislativa. O projeto “Agita Saúde” já repassou as reivindicações à Secretaria do Estado da Saúde, porém os integrantes afirmam que a pasta defende a permanência da diretoria.

DENÚNCIAS - A categoria relata que recebeu denúncias de que a cota de horas extras é rateada entre os diretores para financiar o deslocamento dos funcionários que são de outra cidade; funcionários contratados que não cumprem sua jornada; má gestão do serviço público do CHS; péssimas condições de trabalho; expulsão dos funcionários de seus setores e funções.

REIVINDICAÇÕES - Os funcionários do CHS exigem a saída do diretor Ricardo Salim e sua equipe; a apresentação do holerite da atual diretoria do CHS; fim da terceirização; e uma nova diretoria no CHS comprometida com o Sistema Único de Saúde.

Não há comentários nessa notícia.Seja o primeiro a comentar